O Banco Central vendeu US$ 200 milhões das reservas internacionais em leilão realizado na manhã desta sexta-feira e já programava outra operação de venda à tarde, para oferecer mais US$ 300 milhões. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciou na véspera a venda de US$ 500 milhões das reservas (que somam atualmente mais de US$ 200 bilhões), quando o dólar no Brasil subia e fechou o dia a R$ 1,93, um alta de 3,3%.
No leilão realizado pela manhã, a taxa de venda foi de 1,838, para liquidação no próximo dia 23 e a taxa máxima de compra pelo Banco Central ficou em 1,851100, para no dia 23 de outubro deste ano. De acordo com o BC, foram aceitas duas propostas, no valor total de US$ 200 milhões. O leilão foi realizado por telefone, exclusivamente para instituições credenciadas pelo Banco Central, conhecidas no mercado como dealers. A operação segue a mesma regra de venda com compromisso de compra pelo BC. Cada instituição só poderá adquirir 20% do montante total do leilão.
Segundo nota divulgada ontem pelo BC, a decisão de realizar os leilões tem caráter temporário” e não almeja influir na taxa de câmbio. A nota informa também que “não existe meta para a taxa cambial, seja como fixação de tetos ou pisos”. A última vez em que o BC vendeu dólares foi em 2003, quando havia o temor entre os investidores de que a política econômica fosse mudada com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.