Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

BC se mantém "vigilante" no controle da inflação, afirma Tombini

Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini afirmou, nesta quarta-feira, que a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a mitigar riscos à frente e contribuir para o declínio da inflação. O presidente do BC apresentou um panorama sobre a economia brasileira e oportunidades de investimentos para mais de 70 investidores em Cingapura. O comunicado foi distribuído pela assessoria de imprensa.

Quarta, 23 de Outubro de 2013 às 12:18, por: CdB
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Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini
Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini afirmou, nesta quarta-feira, que a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a mitigar riscos à frente e contribuir para o declínio da inflação. O presidente do BC apresentou um panorama sobre a economia brasileira e oportunidades de investimentos para mais de 70 investidores em Cingapura. O comunicado foi distribuído pela assessoria de imprensa. O BC elevou neste mês a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual a 9,5% ao ano, e indicou que deve manter o ritmo de aperto monetário para combater os preços elevados. A prévia da inflação oficial de outubro mostrou aceleração para 0,48%, acima do esperado e pressionado por preços de alimentos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) em 12 meses, no entanto, se afastou um pouco mais do patamar de 6 por cento. Segundo a assessoria, Tombini afirmou que o crescimento da economia brasileira tem se materializado de forma gradual, destacando o desempenho da produção de bens de capital, ligados ao investimento. E acrescentou que o fortalecimento da confiança das empresas e das famílias, que mostra recuperação no período mais recente, também favorece a trajetória econômica. No evento, Tombini ressaltou ser bem sucedido o programa de leilões de swap cambial e de venda de dólares com compromisso de recompra. Para ele, as intervenções contribuíram para conferir previsibilidade na oferta de proteção cambial aos agentes econômicos durante o período atual de transição na economia internacional. Real mais forte Segundo afirmou Tombini, no encontro com investidores, o real foi a moeda que mais se apreciou no mundo ante o dólar, com alta de 12%, entre 22 de agosto e 21 de outubro. De acordo com dados da apresentação, divulgada pelo BC, a alta do real ocorreu depois do anúncio do programa de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro) e de leilões de venda de dólares com compromisso de recompra. Segundo Tombini, a política cambial tem sido bem-sucedida e o resultado contribui para conferir previsibilidade à oferta de proteção cambial para os agentes econômicos durante o atual período de transição da economia internacional. No período analisado, a moeda brasileira se valorizou mais que o dólar da Nova Zelândia (8%) e da Austrália (7,2%) e também da moeda da Índia (5,1%), a rupia, por exemplo. O presidente do BC considerou favorável o resultado o leilão do Campo de Libra, que ocorreu segunda-feira. Na avaliação do presidente do BC, todas essas iniciativas criam condições para a expansão dos investimentos no Brasil e, consequentemente, do PIB potencial nos próximos anos. De acordo com nota do BC, Tombini disse também que a confiança das empresas e das famílias mostra recuperação no período recente. Para ele, a consolidação da trajetória positiva da economia como um todo, e para o investimento em particular passa pelo fortalecimento desses indicadores. Na apresentação, Tombini ainda ressaltou que o crescimento econômico tem se materializado de forma gradual, destacando o desempenho da produção de bens de capital, ligados ao investimento. Ele lembrou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em ritmo superior a 6%, em termos anualizados, no segundo trimestre. Tombini destacou aos investidores que as reformas realizadas pelo governo para ampliar a produtividade e a competitividade da economia brasileira, o programa de investimento em logística, com concessões de aeroportos, rodovias, portos e ferrovias, bem como as oportunidades no âmbito da exploração do pré-sal. O presidente do Banco Central reafirmou ainda que a política monetária (definição da taxa básica de juros, a Selic) deve se manter especialmente vigilante, de modo a mitigar riscos à frente e contribuir para o declino da inflação.
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