O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse, nesta sexta-feira, que anunciará os nomes que vão compor a equipe do ministério, do presidente do Banco Central e de bancos públicos na próxima segunda-feira.
Meirelles disse que é preciso haver "avaliação bastante forte e bastante cuidadosa" dos programas sociais
Por Redação, com ABr e Reuters - de Brasília:
Na primeira entrevista à imprensa, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse, nesta sexta-feira, que anunciará os nomes que vão compor a equipe do ministério, do presidente do Banco Central e de bancos públicos na próxima segunda-feira. Meirelles disse que os nomes já “estão encaminhados” e durante o final de semana vai chegar a uma decisão final.
Meirelles não anunciou nenhuma medida concreta, argumentando que elas virão "no momento certo"
Questionado sobre a possibilidade de Ilan Goldfajn, que era economista-chefe do Itaú Unibanco, assumir o Banco Central, Meirelles desconversou e enfatizou que a nova equipe será conhecida apenas na segunda-feira.
O único nome que Meirelles confirmou foi o de Tarcísio José Massote de Godoy, como secretário-executivo do ministério. O novo secretário acompanhou o ministro na entrevista.
Godoy é servidor da carreira Finanças e controle do Tesouro Nacional desde 1993. Em dezembro de 2006, foi designado Secretário do Tesouro Nacional interino. A nomeação do secretário foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.
Meirelles, disse que é preciso haver "avaliação bastante forte e bastante cuidadosa" dos programas sociais, após ter destacado a sustentabilidade futura da dívida pública como principal prioridade em termos de política econômica.
- O fato de se manter um programa social não quer dizer que se possa manter mau uso - afirmou Meirelles na sua primeira coletiva de imprensa no cargo, durante a qual reiterou que o governo tomará medidas duras mirando o reequilíbrio das contas públicas.
Ele, no entanto, não anunciou nenhuma medida concreta, argumentando que elas virão "no momento certo", para que sejam "maturadas".
Neste cenário, Meirelles não descartou aumento de impostos ou a retomada da CPMF, afirmando que caso seja necessário, um tributo será aplicado de forma temporária.
Ainda sobre equipe, Meirelles afirmou que as nomeações para os bancos públicos serão feitas com base em critérios técnicos e que ele irá avaliar os nomes, independentemente de filiações partidárias ou indicações.
Ainda sem apresentar medidas concretas, Meirelles afirmou que a inflação vai voltar para a meta e que a política fiscal vai ajudar no processo de convergência para o alvo fiscal. Este ano, a meta é de 4,5 por cento pelo IPCA com margem de tolerância de dois pontos.
Meta do primário
O ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou que nova meta de primário deve ser aprovada na semana que vem com as ressalvas necessárias, afirmando que o governo trabalhará para aprovar o projeto de lei encaminhado pela gestão anterior, mas com emendas.
Segundo Jucá, o défict primário encaminhado ao Congresso de 96 bilhões de reais ainda não prevê queda contínua de arrecadação e renegociação de dívidas com os Estados.
O governo tem até a próxima semana para aprovar a mudança fiscal, por meio de projeto de lei, caso contrário corre o risco de ter paralisia no seu Orçamento devido a maior contingenciamento que teria de fazer.
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