O Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano, na sigla em inglês) precisará controlar as medidas de ajuste para prevenir inflação conforme a recuperação ganha forma, mas as condições econômicas não devem requerer uma política rigorosa por um longo período, disse o presidente da instituição, Ben Bernanke, em artigo publicado no diário financeiro nova-iorquino The Wall Street Journal (WSJ).
"De modo geral, o Federal Reserve tem muitos instrumentos eficazes para apertar a política monetária quando a perspectiva econômica exigir. Tal como eu e meus colegas temos afirmado, no entanto, as condições econômicas não parecem exigir uma política monetária apertada por um longo período", disse Bernanke em artigo com data de 20 de julho e publicado no site do jornal.
Bernanke será sabatinado pelo Comitê de Serviços Financeiros da Casa dos Representantes (equivalente aqui à Câmara dos Deputados) e pelo Comitê de Bancos do Senado, em meio a sinais de que o sistema financeiro pede menos ajuda governamental. Desde o final de 2008, o Fed manteve a taxa básica de juros entre zero e 0,25%, deu respaldos e garantias a letras de câmbio comerciais, além de adquirir bônus do Tesouro. Ontem, o presidente do Federal Reserve de Atlanta (uma das 12 divisões regionais do Fed), Dennis Lockhart, afirmou que a recuperação econômica nos Estados Unidos vir acompanhada de inflação é pequena.
– Com frequência, uma profunda recessão é seguida de forte recuperação dos negócios e da atividade econômica global. Infelizmente, na minha projeção para o futuro, não prevejo tal trajetória – disse Lockhart, em um evento em Nashville (no Estado do Tennessee, sudeste do país).
No mês passado, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos teve alta de 0,7%, após uma ligeira variação positiva em maio e a estabilidade vista em abril. Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês), que aponta as variações de preços no atacado, registrou uma alta de 1,8%, um avanço expressivo em relação à alta de 0,2% vista em maio.