Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

BC: mais de US$ 1,5 bilhão deixaram o Brasil na semana passada

O Brasil registrou saída líquida de US$1,512 bilhão na semana passada, depois de iniciar o mês com entradas, impactado pela retirada de investidores estrangeiros diante da deterioração do cenário externo e sob a expectativa de o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, reduzir seu programa de compra de ativos.

Quarta, 19 de Junho de 2013 às 12:00, por: CdB
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O Brasil registrou saída líquida de US$1,512 bilhão na semana passada
O Brasil registrou saída líquida de US$1,512 bilhão na semana passada, depois de iniciar o mês com entradas, impactado pela retirada de investidores estrangeiros diante da deterioração do cenário externo e sob a expectativa de o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, reduzir seu programa de compra de ativos. O Banco Central nesta quarta-feira que o fluxo cambial entrada e saída de moeda estrangeira do país foi puxado pelo desempenho negativo de US$ 1,112 bilhão da conta financeira, por onde passam os investimentos estrangeiros em portfólio, diretos, entre outros. A conta comercial, onde são registrados o movimento da divisa com importação e exportação, teve déficit de US$ 400 milhões entre os dias 10 e 14. Na primeira semana do mês, o saldo da conta financeira havia ficado positiva em US$ 1,145 bilhão e a comercial em US$ 299 milhões, levando o fluxo total ao superávit de US$ 1,444 bilhão. - É uma saída moderada devido à elevada volatilidade da semana passada, mas não acende sinal de fuga de capital. Houve uma piora da percepção interna, mas é o cenário internacional que tem mais peso - afirmou o economista da Rosenberg & Associados, Rafael Bistafa. Investidores estão preocupados com possível redução do estímulo monetário feito pelo Fed que, se concretizado, poderia alimentar a saída de capital dos mercados emergentes em busca de aplicações mais seguras dentro dos Estados Unidos. Sobre o cenário interno, o analista lembrou que o mercado foi impactado pela decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor's de colocar o rating do Brasil com perspectiva negativa, citando o baixo crescimento econômico e a deterioração da situação fiscal do país. Com o resultado da semana passada, em junho até o dia 14, o fluxo cambial acabou ficando negativo em US$ 69 milhões, resultado do déficit da conta comercial de US$ 101 milhões, enquanto a conta financeira teve superávit de US$ 33 milhões no período. No acumulado do ano, o fluxo está positivo em US$ 12,102 bilhões, de acordo com o BC. Neste mês, o dólar tem sido negociado no país com forte volatilidade, imprimindo ritmo de alta frente ao real e chegando cada vez mais próximo do patamar de R$ 2,19, mesmo com atuações do próprio BC para segurar o movimento.
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