Os juros médios cobrados pelas instituições financeiras subiram levemente em fevereiro, como mostraram dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira. No mês passado, os juros médios ficaram em 46,2%, frente a 46,1% em janeiro. O spread (que mede a diferença entre o custo dos empréstimos e de captação dos bancos) teve aumento para 30,2 ponto percentuais, frente a 29,7 pontos em janeiro.
Os juros para pessoas físicas caiu 0,5 ponto para 59,2%, enquanto o custo para os juros cobrados das empresas avançou 0,3 ponto percentual, para 31,6%. O volume total das operações de credito subiu 1,1%, a R$ 615,6 bilhões, correspondendo a 31,3% do Produto Interno Bruto. Este resultado representa um crescimento de 20% no período de doze meses, de acordo com o informe do BC. Este crescimento ocorreu pelo desempenho dos financiamentos feitos com recursos livres, com destaque para o crescimento das carteiras de pessoas jurídicas.
A taxa de juros cobrada no cheque especial para pessoas físicas, segundo dados preliminares, mostrou uma variação negativa de 1 ponto percentual em fevereiro, passando para 146,8% ao ano. As operações de crédito pessoal, que incluemos empréstimos consignados,também recuaram0,3 ponto percentual, passando de 68,9% em janeiro para 68,6% em fevereiro. Para aquisição de veículos, o recuo foi de 0,1 ponto percentual, para 35,2% ao ano no período.
Para pessoa jurídica, a maioria das categorias de operações apresentou aumento da taxa de juros, como desconto de promissórias, que passou de 51,8% ao ano para 56,2%, e desconto de duplicatas, de 40,7% para 43,3% ao ano. Neste segmento, apenas a conta-garantia apresentou variação negativa, de 0,6 ponto percentual, passando para taxa média de 69% ao ano. Todos esses números referem-se às operações prefixadas.