O mercado elevou novamente suas projeções para a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2004 e 2005, mas reduziu levemente o prognóstico para os próximos 12 meses, mostrou uma pesquisa do Banco Central, nesta segunda-feira.
A mediana de previsões de quase 100 instituições financeiras apontou uma inflação este ano de 6,61%, acima da de 6,59% da semana passada. Para 2005, o prognóstico subiu de 5,37% para 5,48%. As duas previsões foram elevadas pela quinta semana consecutiva.
Já a expectativa de inflação nos próximos 12 meses caiu de 6,09% para 5,98%. Para a taxa em junho, a projeção passou de 0,52% para 0,56%, enquanto para julho manteve-se em 0,76%.
Os prognósticos para a taxa Selic no final deste ano e do próximo se mantiveram em, respectivamente, 14,75% e 13,25%. Em junho, o mercado continua esperando manutenção dos juros em 16%. Para julho, ele revisou a projeção de corte de 0,25 ponto percentual para estabilidade.
O prognóstico para a inflação pelo IGP-DI este ano aumentou de 9,71% na semana passada para 10,27%. Para o IGP-M, ele passou de 9,99% para 10,31%.
Ficaram estáveis as expectativas para o câmbio no final deste ano e do próximo, em respectivamente R$ 3,10 e R$ 3,25.
A expectativa para o superávit da balança comercial de 2004 passou de US$ 26,10 bilhões para US$ 27 bilhões, enquanto para o do ano que vem manteve-se em US$ 23 bilhões.
As projeções para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em 2004 e 2005 mantiveram-se em 3,5%.