O Banco Central interveio no mercado, mais uma vez, nesta quarta-feira, para conter a queda do dólar. A moeda norte-americano abriu em baixa de 0,95% e chegou a 1,26%, quando o banco participou de um leilão de swap cambial. Com a compra de mais de 20 mil contratos, o dólar comercial voltou a ser vendido e comprado por R$ 1,96, valor ainda inferior ao de segunda-feira.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) alcançou avanços de 0,62%, no patamar de 50.833 pontos, nos primeiros negócios desta quarta-feira. Na terça-feira, a Bolsa fechou estável, em leve alta de 0,01%, em reação moderada à queda da taxa cambial, que atingiu o patamar histórico de R$ 1,983 no fechamento.
Na terça, a moeda americana fechou a R$ 1,983, abaixo dos R$ 2 pela primeira vez em seis anos. No ano, o dólar já acumula queda de 7,2%.
Nesta quarta-feira, a expectativa é de que os participantes do mercado "testem" o Banco Central para determinar qual deve ser o "piso" informal da moeda tolerado pela autoridade monetária.
Na terça-feira, o BC interveio de forma restrita nos negócios, realizando somente um leilão de compra, próximo ao horário de encerramento, atitude que foi interpretada por corretores como uma sinalização de que o banco já admite o dólar em torno dos R$ 2 como um novo patamar para o preço da moeda americana.
Entre as primeiras notícias do dia, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que a construção de novas casas teve variação de 2,5% em abril contra março, acima das expectativas do mercado. O número ainda está 25,9% abaixo na comparação com o mesmo mês no ano passado. O total de licenças requeridas por construtores para novas residências caiu 8,9% em abril. Trata-se do pior declínio verificado desde fevereiro de 1990.
Análises
A tendência de queda do dólar deve permanecer pelo menos no médio prazo. Analistas disseram que não existem, no momento, fatores que possam provocar uma alta acentuada da cotação da divisa norte-americana em relação ao real.
Segundo analistas, a economia brasileira vive um momento favorável, com metas de inflação sob controle, previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em torno de 4% para 2007, indicadores industriais e de varejo positivos, além de um forte fluxo de capitais para o país.