A previsão do Banco Central para a inflação neste ano é de 6%, 1,4 ponto percentual acima da última projeção, segundo mostra o Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quarta-feira pela autoridade monetária. A estimativa está próxima do limite da meta, que é de 6,5%. O centro da meta de inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é de 4,5% com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A estimativa do BC é elaborada com base em um cenário de referência, no qual a taxa básica de juros, a Selic, permanece no patamar de 12,25% ao ano e o dólar vale R$ 1,65. O BC também divulgou a projeção de inflação de acordo com o cenário de mercado. Neste caso, toma como base a trajetória de estimativas para a taxa Selic e de câmbio constante nas pesquisas realizadas com analistas do setor privado. Nesse cenário, a previsão é também de inflação de 6%, 1,3 ponto percentual acima da projeção do relatório anterior.
Para 2009, a projeção tanto no cenário de referência quanto no de mercado é de inflação 4,7%. No relatório de março a estimativa do mercado para a inflação era de 4,8% e a de referência, 4,4%. O Comitê de Política Monetária (Copom) já elevou a Selic em 0,5 ponto percentual em ceda uma das reuniões realizadas neste ano.
Inflação sob controle
Manter a inflação dentro das metas é uma prioridade para o Brasil e a responsabilidade fiscal é crucial para garantir à economia do país capacidade de enfrentar os ventos contrários da economia global, afirmou nesta quarta-feira o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
- É muito importante manter a inflação dentro das metas. O Banco Central do Brasil está comprometido com sua política de metas de inflação. Estamos avaliando o cenário inflacionário com cuidado. A inflação no país acelerou, mas continua dentro da margem de variação definida para o ano e o Banco Central continuará pronto para garantir a estabilidade dos preços - afirmou Meirelles durante a conferência Euromoney, em Londres.
O avanço dos preços fez com que o BC elevasse a taxa básica de juro do país em 1 ponto percentual nas duas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).