O dólar fechou em queda nesta terça-feira, pressionado por atuações do Banco Central em mais uma sessão marcada por volatilidade e baixo volume de negócios.
A moeda norte-americana caiu 1,08%, a 2,473 reais. Nos primeiros negócios da sessão, o dólar chegou a subir quase 2%. Na miníma, a divisa atingiu 2,434 reais, queda de 2,44%.
- O BC aproveitou que o mercado estava meio sem rumo e veio pra derrubar de vez (a cotação) - afirmou Mario Battistel gerente da Fair Corretora, lembrando que no início da tarde o dólar operava em leve queda mas sem força expressiva.
Nesta terça-feira, o Banco Central rolou 66.440 contratos de swap cambial tradicional, no valor de cerca de 3,218 bilhões de dólares, dos mais de 355 mil contratos que vencem em 2 de janeiro.
Em seguida, a autoridade anunciou que fará uma pesquisa de demanda para a realização de um novo leilão de swap cambial tradicional na quarta-feira para prosseguir com a rolagem do lote de contratos que vencem no próximo mês.
Segundo Battistel, o dólar já vinha caindo frente ao real pressionado pelos movimentos dos principais mercados cambiais internacionais. Frente a uma cesta com as principais moedas, a divisa norte-americana recuava 0,10%.
- O mercado continua muito volátil - afirmou Marcelo Voss, economista-chefe da corretora Liquidez, lembrando que o mês de dezembro tem naturalmente mais "complicações, com os vencimentos de contratos de empréstimos e as remessas para o exterior".
- Hoje, tivemos uma rolagem de swap com demanda acima do esperado pelo mercado - afirmou Voss, explicando que este tipo de operação pressiona as cotações nos mercados futuros que orientam o mercado à vista.
Mesmo com a moeda recuando mais de 1%, o Banco Central realizou mais um leilão, vendendo dólares das reservas diretamente no mercado à vista, definindo a tendência de queda da moeda na sessão.
Apesar da queda nesta sessão, Marcos Forgione, operador de câmbio da B&T Corretora de Câmbio, pondera: "Estamos recuando hoje, mas o patamar ainda é muito alto".
Em sessões recentes o dólar chegou a operar nos maiores níveis em mais de 3 anos. No mês a divisa acumula alta de 6,6%.