Rio de Janeiro, 13 de Outubro de 2026

BC altera regime de compulsório e coloca mais R$ 40 bilhões na praça

O Banco Central anunciou, nesta quinta-feira, uma nova medida que pode garantir aos bancos cerca de R$ 40 bilhões, em mais um passo da autoridade monetária para recuperar o mercado de crédito brasileiro. A partir de 1º de dezembro, o recolhimento compulsório adicional exigido dos bancos sobre depósitos a prazo, à vista e de poupança passará a ser em títulos públicos e não mais em dinheiro. (Leia Mais)

Quinta, 13 de Novembro de 2008 às 11:22, por: CdB

O Banco Central anunciou, nesta quinta-feira, uma nova medida que pode garantir aos bancos cerca de R$ 40 bilhões, em mais um passo da autoridade monetária para recuperar o mercado de crédito brasileiro. A partir de 1º de dezembro, o recolhimento compulsório adicional exigido dos bancos sobre depósitos a prazo, à vista e de poupança passará a ser em títulos públicos e não mais em dinheiro.

O BC espera, com isso, recompor os volumes de compulsórios recolhidos em títulos e, ao mesmo tempo, preservar a liquidez do mercado, já que os bancos não terão que fazer o recolhimento em espécie. As alíquotas do compulsório adicional – 5% para depósitos a prazo e à vista e 10% para poupança – permanecem inalteradas, ou seja, os bancos terão que recolher ao BC o equivalente a estas alíquotas em títulos.

O compulsório é um dinheiro que os bancos são obrigados a manter depositados no Banco Central. Parte destes recursos não é remunerada, mas para o chamado compulsório adicional, o BC pagava a variação da taxa Selic. Agora, a remuneração do adicional vai depender do título que cada banco entregar ao BC. A medida tem o potencial de liberar aos bancos R$ 40 bilhões, que é o volume atual que estes compulsórios adicionais representam.

Desde que a crise financeira global se acentuou, em meados de setembro, o Banco Central já tomou diversas medidas para minimizar os impactos das turbulências internacionais sobre o mercado de crédito doméstico. As regras sobre o recolhimento compulsório já foram ajustadas algumas vezes. Além disso, o BC voltou a vender contratos de swap cambial e a atuar no mercado à vista de câmbio, bem como garantir recursos para o financiamento do comércio exterior.

Alto lucro

O Banco do Brasil encerrou o terceiro trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 1,867 bilhão, um aumento de 36,9% em relação ao resultado apurado no mesmo período do ano passado, informou a instituição nesta quita-feira. Entre julho e setembro de 2007, o BB teve lucro de R$ 1,364 bilhão.

A carteira de crédito total do banco – incluindo as carteiras interna e externa e prestação de garantias – atingiu R$ 214,5 bilhões. Pelo conceito fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a carteira ficou em R$ 202,2 bilhões, um aumento de 34,6% em relação ao fechamento de setembro do ano passado, quando a carteira estava em R$ 150,18 bilhões.

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