BC adota medidas para aquecer economia com inflação no teto da meta
Em meio a um cenário de atividade econômica fraca, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira novas medidas para estimular o mercado de crédito e que têm potencial para injetar pelo menos mais R$ 10 bilhões na economia. Em comunicado, o BC explicou que elevou para 60%, sobre 50%, a parte do recolhimento compulsório a prazo que pode ser cumprida com operações de crédito. Também decidiu restabelecer em 75% o Fator de Ponderação de Risco (FPR) para todas as operações de crédito de varejo, independentemente do prazo.
As ações de agora foram tomadas menos de um mês depois de ter anunciado medidas semelhantes que, na época
Em meio a um cenário de atividade econômica fraca, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira novas medidas para estimular o mercado de crédito e que têm potencial para injetar pelo menos mais R$ 10 bilhões na economia.
Em comunicado, o BC explicou que elevou para 60%, sobre 50%, a parte do recolhimento compulsório a prazo que pode ser cumprida com operações de crédito. Também decidiu restabelecer em 75% o Fator de Ponderação de Risco (FPR) para todas as operações de crédito de varejo, independentemente do prazo.
"Os ajustes consideram a fase atual do ciclo de crédito no Brasil e se inserem nos processos de revisão das medidas macroprudenciais adotadas a partir de 2010 e de continuidade da convergência da regulação brasileira aos parâmetros internacionais de Basileia", informou o BC.
As ações de agora foram tomadas menos de um mês depois de ter anunciado medidas semelhantes que, na época, tinham potencial para estimular o mercado de crédito em até R$ 45 bilhões, sendo R$ 30 bilhões com mudança nos compulsórios e o restante com alterações no FPR. Naquele momento, especialistas já acreditavam que as medidas não teriam muito impacto na oferta de empréstimos.
Nas medidas anunciadas nesta manhã, o BC explicou que 60% dos valores recolhidos no compulsório a prazo podem ser usados em novas operações de crédito e na compra de carteiras diversificadas (pessoas jurídicas e físicas). Além disso, decidiu que, para as novas operações de financiamento de veículos, essa dedução considerará "incremento em relação a média praticada no primeiro semestre de 2014".
Sobre o requerimento mínimo de capital para risco de crédito, o BC explicou que "foram ampliados os critérios de exposição e receita máximas para classificação de operações como varejo e foram reduzidos os fatores de conversão em crédito de operações de comércio exterior e de garantias de performance".
Além disso, com o objetivo de reduzir obstáculos à internacionalização das instituições financeiras brasileiras, o tratamento de exposições a governos centrais de países estrangeiros também foi ajustado.
Inflação no teto
A decisão do BC ocorre no momento em que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, subiu 0,14% em agosto, sobre avanço de 0,17% no mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters com economistas estimava alta de exatos 0,14% para o período.
Em 12 meses até agosto, o IPCA-15 acumulou alta de 6,49%, a 0,01 ponto do teto estabelecido de 6,5% para a inflação no país. O alívio nos preços de hotéis e alimentos, mas a pressão pelas tarifas de energia, levou a prévia da inflação oficial a desacelerar, permanecendo em 12 meses muito próxima do teto da meta do governo.
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