Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

BC adota medidas para aquecer economia com inflação no teto da meta

Em meio a um cenário de atividade econômica fraca, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira novas medidas para estimular o mercado de crédito e que têm potencial para injetar pelo menos mais R$ 10 bilhões na economia. Em comunicado, o BC explicou que elevou para 60%, sobre 50%, a parte do recolhimento compulsório a prazo que pode ser cumprida com operações de crédito. Também decidiu restabelecer em 75% o Fator de Ponderação de Risco (FPR) para todas as operações de crédito de varejo, independentemente do prazo.

Quarta, 20 de Agosto de 2014 às 11:50, por: CdB
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As ações de agora foram tomadas menos de um mês depois de ter anunciado medidas semelhantes que, na época
Em meio a um cenário de atividade econômica fraca, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira novas medidas para estimular o mercado de crédito e que têm potencial para injetar pelo menos mais R$ 10 bilhões na economia. Em comunicado, o BC explicou que elevou para 60%, sobre 50%, a parte do recolhimento compulsório a prazo que pode ser cumprida com operações de crédito. Também decidiu restabelecer em 75% o Fator de Ponderação de Risco (FPR) para todas as operações de crédito de varejo, independentemente do prazo. "Os ajustes consideram a fase atual do ciclo de crédito no Brasil e se inserem nos processos de revisão das medidas macroprudenciais adotadas a partir de 2010 e de continuidade da convergência da regulação brasileira aos parâmetros internacionais de Basileia", informou o BC. As ações de agora foram tomadas menos de um mês depois de ter anunciado medidas semelhantes que, na época, tinham potencial para estimular o mercado de crédito em até R$ 45 bilhões, sendo R$ 30 bilhões com mudança nos compulsórios e o restante com alterações no FPR. Naquele momento, especialistas já acreditavam que as medidas não teriam muito impacto na oferta de empréstimos. Nas medidas anunciadas nesta manhã, o BC explicou que 60% dos valores recolhidos no compulsório a prazo podem ser usados em novas operações de crédito e na compra de carteiras diversificadas (pessoas jurídicas e físicas). Além disso, decidiu que, para as novas operações de financiamento de veículos, essa dedução considerará "incremento em relação a média praticada no primeiro semestre de 2014". Sobre o requerimento mínimo de capital para risco de crédito, o BC explicou que "foram ampliados os critérios de exposição e receita máximas para classificação de operações como varejo e foram reduzidos os fatores de conversão em crédito de operações de comércio exterior e de garantias de performance". Além disso, com o objetivo de reduzir obstáculos à internacionalização das instituições financeiras brasileiras, o tratamento de exposições a governos centrais de países estrangeiros também foi ajustado. Inflação no teto A decisão do BC ocorre no momento em que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, subiu 0,14% em agosto, sobre avanço de 0,17% no mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters com economistas estimava alta de exatos 0,14% para o período. Em 12 meses até agosto, o IPCA-15 acumulou alta de 6,49%, a 0,01 ponto do teto estabelecido de 6,5% para a inflação no país. O alívio nos preços de hotéis e alimentos, mas a pressão pelas tarifas de energia, levou a prévia da inflação oficial a desacelerar, permanecendo em 12 meses muito próxima do teto da meta do governo.
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