Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

BB prevê que quebra de safra leve à prorrogação de até R$900 mi

Quarta, 06 de Abril de 2005 às 12:21, por: CdB

A estiagem na região Sul e preços menores de alguns grãos devem levar o Banco do Brasil a prorrogar por três anos, em média, vencimentos de créditos agrícolas que somam entre 500 milhões e 900 milhões de reais. A medida não afetará o resultado do banco, segundo o gerente-executivo de Agronegócios, José Carlos Vaz.

- Principalmente no quadro da estiagem, a angústia do produtor é muito grande - disse Vaz à Reuters, por telefone. Os recursos usados para financiar o reescalonamento dessa dívida não sairão do próprio banco, mas de programas de financiamento.

- Uma parte está vindo do governo, outra do crédito rural - disse o executivo do BB.

- Não vai ter impacto no resultado do banco. O que vamos ter é um volume grande de trabalho nos próximos meses.

O BB contratou em regime temporário mil pessoas para agilizar a coleta dos pedidos de prorrogação das dívidas. Os vencimentos se concentravam, segundo Vaz, a partir de maio. A análise dos pedidos deve levar até três meses.

Na semana passada, o governo federal anunciou um pacote de socorro ao setor agrícola de 1,5 bilhão de reais, motivado pela maior seca em 20 anos na região Sul. O programa vai contemplar também culturas que sofreram queda de preços, alongando a dívida de agricultores para que não tenham que vender seus produtos na baixa.

- No caso da comercialização, é esperar passar o pico da colheita e os preços vão reagir.

O Banco do Brasil também está recebendo os pedidos de pagamento de seguro no âmbito do Proagro. Vaz estima que serão desembolsados 300 milhões de reais. A garantia do Proagro cobre, segundo ele, cerca de 90% dos 800 milhões de reais em custeio para agricultura familiar.

Os agricultores que respondem pelos 10% sem cobertura do Proagro terão desconto para o pagamento de suas dívidas, no valor máximo de 650 reais por contrato.

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