Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

BB compra carteira de R$ 40 milhões do Banco Mercantil

Terça, 04 de Janeiro de 2005 às 08:29, por: CdB

 O Banco do Brasil anunciou a compra de uma carteira de crédito consignado em folha de pagamento de R$ 40 milhões do Banco Mercantil do Brasil, sediado em Belo Horizonte. A operação, que foi concluída na quinta-feira passada, é mais uma de uma série fechada desde novembro passado pelos grandes bancos de varejo com instituições financeiras de médio porte.

O diretor de varejo e distribuição do BB, Edson Monteiro, disse que a instituição fechou a operação apenas porque se tratava " de uma boa oportunidade de negócio " . Ele ressaltou que o BB pretende expandir sua carteira de crédito por meio de sua própria rede. Portanto, não há interesse em, seguindo o exemplo de outros bancos, fechar acordo com o Mercantil para a aquisição de crédito a ser concedido no futuro.

A carteira adquirida é composta por empréstimos consignados em folha de pagamento a cerca de 18 mil clientes pessoas físicas, formados por servidores públicos e empregados de empresas privadas. 

- O valor não é tão representativo quanto outras aquisições feitas por bancos privados. Chegamos a analisar várias propostas de aquisição de carteiras, mas apenas a do Mercantil nos interessou.

Na operação, a carteira do Mercantil terá uma taxa de desconto equivalente ao CDI acrescido de de juros de 9% ao ano. O diretor do BB disse que o deságio foi maior do que o aplicado a outras operações semelhantes fechadas por bancos privados, que, além do CDI, tiveram juros de 4% a 6%. Segundo ele, os juros mais altos se explicam pelo fato de o volume de crédito vendido ter sido bem menor. 

- É um bom negócio porque a carteira de crédito consignado não envolve risco relevante . 

Monteiro disse que hoje a oferta de carteiras por instituições de médio e pequeno portes é bastante reduzida. 

- Não vejo uma grande oferta de carteiras que possa sinalizar que bancos estejam com aperto de liquidez - afirmou.

Alguns bancos menores encontraram na venda de carteiras uma fórmula de ampliar sua liquidez e de sinalizar que estavam mais fortes para enfrentar um possível contágio provocado pela intervenção no Banco Santos.

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