Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Batista Júnior é contra BC independente

Terça, 19 de Abril de 2005 às 09:18, por: CdB

O economista Paulo Nogueira Batista Júnior, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira, afirmou que a hiperinflação alemã dos anos 20 ocorreu, em sua fase mais grave, com um banco central independente em relação ao poder político, e que outras inflações gravíssimas foram derrotadas com um banco central estritamente dependente - como a brasileira, com o Plano Real. Na avaliação do economista, há razões de sobra para que o Brasil não adote a autonomia do BC tal como é proposta em relação ao poder político eleito.

No caso brasileiro, há um agravante em especial, segundo Paulo Nogueira Batista Júnior: o Banco Central concentra uma enorme quantidade de poderes e atribuições - emite moeda, executa a política monetária, administra a taxa de juros de curto prazo e a política cambial, administra as reservas mundiais, supervisiona e regulamenta o sistema financeiro, entre outras funções. Segundo o economista, o Banco Central do Brasil é "um verdadeiro transatlântico". Paulo Nogueira Batista Júnior indagou:

- Vamos dar mais poder a essa instituição, mais autonomia do que ela já tem, transformando seus diretores em indemissíveis, retirando do presidente da República o direito de demitir diretores quando considerar adequado?

O economista sugeriu, ao final de sua exposição: "que pensemos muito antes de dar esse passo em direção à autonomia do Banco Central tal  como é concebida hoje em alguns setores do governo brasileiro".

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