O secretário nacional de Seguraça Pública, Ricardo Balestreri, disse nesta terça-feira durante o lançamento do Batalhão de Pronto Emprego (Bepe) da Força Nacional de Segurança que os policiais que serão treinados na cidade goiana de Luziânia terão acesso aos melhores equipamentos e a uma doutrina de respeito aos direitos humanos.
- Um batalhão altamente especializado não é um batalhão da morte. É um batalhão da preservação da vida e da dignidade humana - defendeu o secretário.
Inicialmente, 150 policiais dos estados de Alagoas, Maranhão e Rio Grande do Sul participam da capacitação que terá duração de um ano. Outros 400 policiais de oito estados serão incorporados ao grupo assim que forem concluídos alojamentos para recepcioná-los.
Balestreri também ressaltou que o Bepe terá um caráter de “batalhão escola” uma vez que os profissionais que concluírem o treinamento voltarão aos seus estados de origem aptos a repassar os conhecimentos adquiridos.
O secretário afirmou que o objetivo é que, a cada ano, 550 novos homens sejam requisitados e façam parte do Bepe. Dessa forma, sempre haverá um contingente dentro do quartel que poderá ser utilizado em situações de extrema gravidade.
A sede do Bepe é o antigo prédio do 10º Batalhão de Polícia Militar de Goiás, em Luziânia. O espaço foi cedido pelo governo do estado com o objetivo de também reforçar a segurança no Entorno do Distrito Federal.
Segundo o coronel Edson Costa Araújo, comandante da PM de Goiás, a cessão do batalhão foi um gesto de desapego que terá reflexos positivos para as comunidades do Entorno.
- Teremos uma unidade especializada em intervenções imediatas, localizada em um ponto sensível do território goiano. Espero que os meliantes saibam disso - afirmou.
Batalhão da Força Nacional terá equipamentos de ponta e curso de direitos humanos, diz secretário
Terça, 30 de Setembro de 2008 às 16:04, por: CdB