Quatro israelenses e três palestinos foram mortos em uma batalha no principal ponto de passagem entre Israel e a Faixa de Gaza. O ataque na barreira militar em Erez aconteceu poucas horas depois que militantes palestinos prometeram continuar os ataques contra Israel. Três grupos assumiram responsabilidade conjunta pelo ataque, no que está sendo visto como um murro na face do primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, que prometeu agir duramente contra os militantes, durante a reunião de paz promovida pelos Estados Unidos em 4 de junho. O exército de Israel disse que os atiradores, usando uniforme militar, se aproximaram do posto militar e abriram fogo, matando quatro israelenses antes de serem mortos. Mais cedo, militantes palestinos tinham apoiado a decisão do grupo Hamas de romper com as negociações sobre cessar-fogo com Abbas - amplamente conhecido como Abu Mazen. Hamas, Islamic Jihad e Al-Aqsa Brigades assumiram responsabilidade pelo ataque, que deixa Abu Mazen em uma situação extremamente difícil. Na noite de sábado, o exército de Israel isolou a Cisjordânia, impedindo que palestinos entrassem em Israel. Militares disseram que a medida era consequência de "numerosos e mais elevados alertas de terror". Processo de paz Israel tinha levantado a proibição há uma semana, depois da reunião entre Abu Mazen e o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon. Al-Aqsa Brigades, um dos grupos que assumiu a responsabilidade pelos ataques deste domingo, são ligadas ao Fatah, movimento de Yasser Arafat e também de Abu Mazen. Isso mostra o tamanho dos problemas que o primeiro-ministro palestino enfrenta, na medida em que tenta conter as atividades de grupos armados. Enquanto ele promete acabar com o levante armado contra Israel, os militantes aparentemente se uniram para atacar um objetivo israelense. Israel deixou claro que o processo de paz não pode avançar enquanto tais ataques continuem. No sábado à noite, os grupos Hamas, Islamic Jihad, Frente Popular para Liberação da Palestina, Frente Democrática para Liberação da Palestina e Fatah se reuniram para decidir seu curso de ação. - Decidimos manter a intifada armada porque rejeitamos as conclusões da reunião de Aqaba, onde resistência foi comparada a terrorismo - disse Mohammed el-Hindi do Islamic Jihad. Um porta-voz do Hamas disse que seu grupo só iria retomar as negociações para cessar fogo se Abu Mazen retirasse as declarações que fez em Aqaba. No entanto, essa é vista como uma condição impossível de o primeiro-ministro atender. Abu Mazen aceitou o plano de paz apresentado pelos Estados Unidos. O plano prevê o fim da intifada e das atividades de assentamentos israelenses, chegando a um Estado palestino em 2005. Moderados O grupo Hamas - que liderou ataques suicidas e outros nesses 32 meses de intifada - não reconhece Israel e rejeita o plano de paz. Na sexta-feira, o grupo saiu das negociações sobre um cessar-fogo com Israel por causa do que considera posição conciliadora de Abu Mazen em Aqaba, durante o encontro de cúpula com o premiê israelense e o presidente americano, George W. Bush. Moderados dentro da Autoridade Palestina condenaram a decisão e disseram que Abu Mazen não encontraria com Hamas. Segundo uma autoridade palestina a saída do Hamas era "irresponsável" e "indicava que eles não estão interessados em cementar a unidade nacional do povo palestino". Mas a Autoridade Palestina também deixou claro que não vai empregar a força contra grupos radicais.
Batalha em Gaza deixa sete mortos
Quatro israelenses e três palestinos foram mortos em uma batalha no principal ponto de passagem entre Israel e a Faixa de Gaza. O ataque na barreira militar em Erez aconteceu poucas horas depois que militantes palestinos prometeram continuar os ataques contra Israel. Três grupos assumiram responsabilidade conjunta pelo ataque, no que está sendo visto como um murro na face do primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, que prometeu agir duramente contra os militantes, durante a reunião de paz promovida pelos Estados Unidos em 4 de junho. (Leia Mais)
Domingo, 08 de Junho de 2003 às 05:28, por: CdB