A Comissão do Senado para a reforma política votou e aprovou por ampla maioria - 12 a 5 - o financiamento público exclusivo para as campanhas. Se a proposta passar também nas comissões e plenários do Congresso, os candidatos só poderão travar suas disputas eleitorais com recursos públicos da União.
Nós apoiamos o financiamento público de campanhas, mas vejam, para vigorar a medida ainda precisa ser aprovada pelas comissões regimentais do Senado e da Câmara e pelo plenário das duas Casas.
Até porque, lembrem-se, os senadores já aprovaram anos atrás a lista fechada, o financiamento público de campanhas, a fidelidade partidária e o fim da coligação proporcional e os deputados arquivaram a proposta. Não houve acordo para votá-la.
Mudanças dizem respeito mais à Câmara, o que ao Senado
Assim, não é no Senado que se decide a reforma política - o que não invalida o esforço dos senadores de votá-la - mas, na Câmara dos Deputados principal objeto e a que mais sofre alterações com as mudanças.
Os senadores são eleitos pelo voto majoritário e fora a questão do suplente de senador (que precisa ser extinto) nada na reforma os afeta. Apenas de forma indireta a reforma política altera algo para eles.
Como, por exemplo, se for adotado o Distritão, que na prática enfraquece, liquida mesmo os partidos políticos e os senadores são filiados e se elegem por eles. Ou, o contrário, no caso de aprovação do voto em lista, que fortalece os partidos (leiam nota abaixo).
Batalha decisiva pró-mudanças é na Câmara
Quarta, 06 de Abril de 2011 às 05:06, por: CdB