Rio de Janeiro, 23 de Abril de 2026

Bastos: 'Mensalão não colou em Lula'

Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos avaliou nesta sexta-feira que o mensalão, suposto esquema de pagamento de propina a parlamentares, não colou à imagem do governo apesar das investigações das CPIs no Congresso. Como um dos principais conselheiros informais do presidente, ele acredita que Lula é um candidato muito forte às eleições presidenciais deste ano e deverá tentar a reeleição em outubro. (Leia Mais)

Sexta, 10 de Fevereiro de 2006 às 13:40, por: CdB

Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos avaliou nesta sexta-feira que o mensalão, suposto esquema de pagamento de propina a parlamentares, não colou à imagem do governo apesar das investigações das CPIs no Congresso. Como um dos principais conselheiros informais do presidente, ele acredita que Lula é um candidato muito forte às eleições presidenciais deste ano e deverá tentar a reeleição em outubro.

- Ele (o Lula) está muito forte eleitoralmente. Tenho intimamente a convicção de que ele será candidato. Ele é um candidato altamente competitivo - afirmou

Bastos fez as declarações a jornalistas durante a realização de uma operação da Polícia Federal, no Pará, com o objetivo de destruir pistas clandestinas de pouso localizadas na Estação Ecológica Terra do Meio, uma área de preservação ambiental localizada no coração do Estado.

- O Lula fica forte pelo governo que ele fez, e está fazendo, e pelo carisma que ele tem - avaliou.

O ministro reconheceu, no entanto, a força dos nomes do PSDB cogitados para disputar a Presidência, o prefeito de São Paulo, José Serra, e o governador do Estado, Geraldo Alckmin.

- São dois homens públicos com carreira e virtudes. Tenho amizade estreita com o Serra e sou amigo do Geraldo Alckmin. Não será, com certeza, uma disputa fácil - disse o ministro.

Para Bastos, aquele que vencer a disputa terá um desafio urgente pela frente: a reforma política.

Ética

Um dos ministros que não são filiados ao PT, Bastos defendeu que os petistas empunhem a bandeira da ética nas próximas eleições.

- Acho que ele (o PT) tem o direito e o dever de levantar essa bandeira, juntamente com a administração, altamente bem-sucedida. A bandeira da ética não foi arrancada das mãos do PT, embora não pertença ao partido. Faço votos para que essa campanha tenha a ética como foco, mas que tenha também o trabalho - disse, lembrando que o partido afastou sua direção acusada de envolvimento em caixa dois.

Bastos afirmou ainda que a adminiustração Lula leva vantagem se comparada a governos anteriores se verificados os aspectos econômicos e sociais.

- O governo Lula está fazendo o que um governo de esquerda tem de fazer: distribuir renda.

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