Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2026

Base de linhas da Telefônica deve fechar o ano com queda de 1% em SP

Segunda, 08 de Dezembro de 2003 às 15:09, por: CdB

A base instalada da Telefônica, operadora de telefonia fixa no estado de São Paulo, terá uma pequena redução neste ano. O presidente da empresa, Fernando Xavier, disse que o número de linhas instaladas deve cair 1% em relação ao fim de 2002, quando somava 12,5 milhões. O executivo atribuiu o movimento à estagnação da economia brasileira.

Embora pequena, a redução ilustra o momento enfrentado pela telefonia fixa no país. Depois do ritmo intenso de investimentos na universalização, nos últimos anos, o setor convive com uma sobra de mais de 10 milhões de linhas telefônicas.

Ao mesmo tempo, nos segmentos da população com renda menor, nota-se um movimento de substituição de telefones fixos por celulares. Em agosto, pela primeira vez, a base de telefones móveis superou o número de terminais fixos instalados no Brasil.

— Estamos atendendo a uma classe de renda sensível a questões como empregabilidade e crescimento econômico — afirmou Xavier, que participou do seminário "Rumo ao Crescimento - Como eliminar os gargalos na infra-estrutura", promovido pelo Valor.

Na avaliação do presidente da Telefônica, a solução para crescer nesse cenário é investir em serviços com maior valor agregado, como o acesso à internet com banda larga.

Xavier também ressaltou que a retomada da expansão econômica no Brasil é outro fator que ajudará o setor de telecomunicações. "Estamos otimistas no sentido de que o governo encontre caminhos para atrair investimentos", ressaltou.

Para ele, a estabilidade macroeconômica já foi atingida. "Resta agora propiciar aos investidores privados um período de crescimento sustentado."

Segundo Xavier, a Telesp deve investir R$ 1,5 bilhão neste ano. O grupo Telefônica deve fechar 2003 com investimentos de R$ 2 bilhões a R$ 2,5 bilhões - incluindo a participação de 50% na Vivo, joint-venture com a Portugal Telecom em telefonia móvel. Ele não quis fazer projeções para 2004.

Para o executivo, o setor de telefonia fixa precisa de investimentos anuais de R$ 6 bilhões a R$ 8 bilhões para se manter tecnologicamente atualizado.

Xavier afirmou estar otimista quanto à possibilidade de liberação dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), o que aumentaria o volume de recursos para investimentos no setor. "O Fust pode ter um papel importantíssimo nos programas de inclusão digital", destacou.

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