Rio de Janeiro, 20 de Fevereiro de 2026

Base aliada aposta em rapidez com CPMF na Câmara

Quinta, 27 de Setembro de 2007 às 14:14, por: CdB

A votação na Câmara dos Deputados das propostas de emenda à Constituição (PEC) que prorrogam a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a Desvinculação das Receitas da União (DRU) deve estar concluída entre a primeira e segunda semana de outubro, de acordo com o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP). A base aliada prevê que a nova rodada será mais tranqüila, enquanto a oposição promete dificultar ao máximo a proposta.

Chinaglia disse nesta quinta-feira que espera haver quórum para as cinco sessões que o regimento exige para que ocorra a votação do segundo turno.

— É possível até votar na próxima quinta-feira, se não me engano, a noite. Como é uma votação que exige quorum alto, o mais provável é ficar para terça-feira da semana seguinte —, afirmou.
Ele disse ainda que espera uma forte obstrução por parte da oposição durante as votações.

O líder do DEM, Ônix Lorenzoni (PR), disse nesta quinta-feira que o partido tentará prolongar a votação da CPMF até a segunda semana de outubro.

— Nosso empenho será no sentido de fazer uma obstrução muito forte no sentido de reter o segundo turno da CPMF ainda aqui na Câmara —, disse.

Já o deputado Maurício Rands (PT-PE) disse que a votação do segundo turno será mais tranqüila.

— A votação, prevista para o dia 9 de outubro, deverá ser menos dificultosa do que foi essa do primeiro turno. Havia uma grande quantidade de destaques para votação em separado e também um grande número de emendas —, afirmou.

Rands observou ainda que durante as votações o placar se manteve o mesmo.

— Variava entre 339 e 340 votos, ou seja, mostrou uma solidez de toda a base —, comentou. Ele disse que espera que esse resultado se mantenha na próxima votação.

Na madrugada desta quinta a Câmara dos Deputados votou em primeiro turno as emendas e destaques da PEC que prorroga a CPMF e a DRU. Para ser aprovada, a PEC precisa passar por uma outra votação. Se aprovada ele segue para o Senado, onde também precisará de duas votações para ser aprovada.

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