O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), desaconselhou negociações "no varejo" para o governo conseguir os 49 votos necessários à aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 2011 a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Na avaliação dele, uma eventual negociação pontual com os senadores da base, tendo como princípio a barganha de voto, jogaria a imagem do Senado "num lamaçal completo".
Nesse contexto, acrescentou, a sociedade acabaria por misturar a negociação da CPMF com a crise gerada a partir das denúncias de corrupção contra o presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).
— Mesmo que não ocorra, vai passar essa impressão à sociedade. E aí será um lamaçal completo —, disse.
O líder do Democratas, José Agripino Maia (RN), considera que, caso Renan seja absolvido pelos senadores pela segunda vez, estará evidente uma interferência do governo no processo de julgamento.
— Se o resultado da votação aberta no Conselho de Ética for diferente da votação secreta no plenário, mais uma vez, significará que o governo agiu em favor de Renan —, afirmou.
Ele concorda com a avaliação de Casagrande sobre o risco de a sociedade não diferenciar o caso Renan de uma eventual negociação com senadores para aprovar a prorrogação da cobrança da CPMF.
— São procedimentos assemelhados, a população tem o direito de achar isso —, disse.
Barganha pode levar imagem do Senado a "lamaçal completo", diz Casagrande
Sexta, 16 de Novembro de 2007 às 14:45, por: CdB