Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Barganha pode levar imagem do Senado a "lamaçal completo", diz Casagrande

Sexta, 16 de Novembro de 2007 às 14:45, por: CdB

O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), desaconselhou negociações "no varejo" para o governo conseguir os 49 votos necessários à aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 2011 a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Na avaliação dele, uma eventual negociação pontual com os senadores da base, tendo como princípio a barganha de voto, jogaria a imagem do Senado "num lamaçal completo".

Nesse contexto, acrescentou, a sociedade acabaria por misturar a negociação da CPMF com a crise gerada a partir das denúncias de corrupção contra o presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

— Mesmo que não ocorra, vai passar essa impressão à sociedade. E aí será um lamaçal completo —, disse.

O líder do Democratas, José Agripino Maia (RN), considera que, caso Renan seja absolvido pelos senadores pela segunda vez, estará evidente uma interferência do governo no processo de julgamento.

— Se o resultado da votação aberta no Conselho de Ética for diferente da votação secreta no plenário, mais uma vez, significará que o governo agiu em favor de Renan —, afirmou.

Ele concorda com a avaliação de Casagrande sobre o risco de a sociedade não diferenciar o caso Renan de uma eventual negociação com senadores para aprovar a prorrogação da cobrança da CPMF.

— São procedimentos assemelhados, a população tem o direito de achar isso —, disse.

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