Terceiro maior banco inglês, o Barclays é alvo de uma investigação por parte do governo dos Estados Unidos por supostas ligações de sua divisão norte-americana com países que integram a "lista negra" terrorista, segundo notícias publicada na edição desta terça-feira do diário londrino The Daily Telegraph. Segundo o diário, a investigação é referente aos pagamentos feitos em dólares através da divisão do Barclays em Nova York.
Os pagamentos seguiram para empresas e pessoas de países como o Irã, Cuba, Coréia do Norte, Sudão e Síria, todos integrantes da lista de inimidos dos EUA. Os norte-americanos não querem que os bancos em atuação no seu território efetuem transações em dólares para clientes destes países, com o objetivo de reduzir a capacidade de financiamento daqueles que consideram terroristas.
Em seu relatório anual de resultados, em 2007 o Barclays reconheceu a existência da investigação, e assinalou que ainda não é possível prever nem a data de seu encerramento nem seu efeito financeiro. Durante os últimos anos, os bancos americanos tiveram que adaptar-se a esta lei, que agora está sendo imposta também às entidades estrangeiras que operam no país.
O banco ABN Amro teve que pagar em 2005 uma multa de US$ 80 milhões, e atualmente está em negociações que poderiam desembocar em um acordo por um assunto similar que poderia resultar em um pagamento de cerca de US$ 500 milhões, assinala o jornal. Além disso, o HSBC reconheceu ontem que tem um pequeno escritório em Teerã (Irã), e que, caso isto viole as leis americanas, poderia ter "sérias conseqüências legais e para sua reputação", segundo o Telegraph.