O banco britânico Barclays admitiu, nesta sexta-feira, em comunicado ao mercado financeiro, que perdeu a disputa pelo holandês ABN Amro - dono do Banco Real, no Brasil -, após uma negociação que se arrastou por sete meses, para o consórcio de três bancos europeus, liderado pelo Royal Bank of Scotland, que agora reúne mais condições para fechar a maior aquisição da história do setor. O desfecho da batalha pelo ABN era amplamente esperada, depois que uma queda no preço das ações do Barclays fez sua oferta cair abaixo dos US$ 100 bilhões da proposta do consórcio.
No comunicado, o Barclays disse que recebeu somente 0,2% das ações do ABN quando sua oferta fechou na quinta-feira. O banco britânico era o comprador preferido pelo ABN, já que lanejava manter seus negócios inteiros, mas o banco holandês tomou uma posição neutra depois que a diferença entra as duas ofertas se ampliou. O Barclays receberá do ABN 200 milhões de euros referentes à taxa de quebra de contrato, que o banco afirma exceder significativamente o custo da oferta.
Preparado para encerrar a contenda e retomar seus negócios internos, o Barclays disse estar confiante e que retomará um programa de recompra no valor de até 1,55 bilhão de libras (3,16 bilhões de dólares). A oferta do RBS e seus parceiros, o Fortis NV e o espanhol Santander, foi encerrada às 10h, horário de Brasília. O grupo tem até a próxima quarta-feira para detalhar os resultados da proposta e até o fim da próxima semana para declarar a oferta como incondicional.