A voz política de Barbra Streisand se elevou durante a disputa presidencial do ano passado nos EUA, mas agora a legendária cantora diz que a vitória de Barack Obama lhe permite relaxar.
Durante sua turnê de 2006, um ator subia ao palco retratando o então presidente George W. Bush como um idiota incompetente. Dois anos depois, durante a campanha eleitoral, ela admite que exagerou no seu afã de ajudar um candidato democrata a se eleger.
– Fiquei tão inflamada, tão apaixonada por ter um democrata na Casa Branca que fiquei insana. Eu simplesmente enlouqueci–, disse ela, preparando o lançamento de um especial de TV e de um DVD.
– Confio neste governo. Confio em Barack Obama e na sua inteligência, e tenho fé de que ele fará a coisa certa–, disse a vencedora de oito Grammys, de dois Oscars e de diversos Emmys. – Então consegui relaxar nos últimos meses.–
Em dezembro, ela finalmente conheceu Bush, quando recebeu um prêmio do Centro Kennedy. Ela disse que torcia para que aquele evento fosse apolítico, e para sua surpresa Bush também desejava assim. Chegou a lhe dar um beijo.
– Está até na lei talmúdica que não se deve constranger o outro em público, então não era o momento adequado para compartilhar minhas opiniões, já que ele conhece minhas opiniões bastante bem. Ele foi esperto e muito inteligente por estender braços e dizer 'Me dê um beijo', porque me apanhou de guarda baixa e me desarmou. Foi legal.–
Ironicamente, seu enteado Josh Brolin se destacou vivendo o ex-presidente no filme W. – Sei que escreveram que eu disse a ele para não pegar o papel em W, mas isso é mentira. Se ele pede minha opinião sobre certas coisas, eu digo. Mas ele é muito inteligente e gostamos de 'kvell' (jorrar de orgulho em iídiche) por causa dele.–
Com a posse de um novo presidente, a cantora, atriz, produtora e diretora está voltando ao trabalho. No sábado, a rede CBS leva ao ar um especial chamado Streisand: Live in Concert.
Três dias depois, chega às lojas a caixa de três DVDs Streisand: The Concerts, com especiais de TV e shows gravados entre os anos 1960 e 2006. Junto vem também Putting It Together: The Making of the Broadway Album.