Barack Obama usa economia para tentar acelerar reforma da imigração
A Casa Branca está tentando pressionar os deputados republicanos a aprovarem nas próximas semanas uma abrangente reforma imigratória, argumentando que a modernização do sistema estimulará a economia dos EUA e reduzirá o déficit público.
Assessores do presidente Barack Obama divulgaram nesta quarta-feira um relatório de 32 páginas reunindo argumentos econômicos
A Casa Branca está tentando pressionar os deputados republicanos a aprovarem nas próximas semanas uma abrangente reforma imigratória, argumentando que a modernização do sistema estimulará a economia dos EUA e reduzirá o déficit público.
Assessores do presidente Barack Obama divulgaram nesta quarta-feira um relatório de 32 páginas reunindo argumentos econômicos bem conhecidos e reforçados por algumas citações de figurões republicanos de que, com a reforma imigratória, a economia crescerá 3,3% até 2023 e que o déficit público cairá em quase US$ 850 bilhões nos próximos 20 anos.
A divulgação desse estudo é parte de uma nova estratégia que dá a Obama um papel mais visível no debate sobre a imigração. Nos últimos meses, o presidente democrata vinha se mantendo discreto a respeito da questão, na esperança de que isso contribuísse para negociações bipartidárias que levassem à aprovação do projeto de reforma no Senado.
Mas no final de junho o texto foi aprovado no Senado, e o debate se transferiu para a Câmara, onde os republicanos tem maioria. Nesse cenário, a Casa Branca sente que deve pressionar os líderes da oposição para que não esvaziem o projeto, que prevê regras que levem à regularização e concessão de cidadania para cerca de 11 milhões de imigrantes hoje em situação ilegal nos EUA.
No relatório, a Casa Branca inclui uma citação do ativista conservador Grover Norquist. Ele é conhecido por ter convencido os republicanos a prometerem jamais elevar impostos, e é frequentemente citado pelos democratas como símbolo das obstruções republicanas em questões fiscais.
- A imigração dará um empurrão na economia da América e reduzirá nossa dívida nacional - diz Norquist em declaração citada no relatório da Casa Branca.
O texto também cita Douglas Holtz-Eakin, que foi economista-chefe do Conselho de Consultores Econômicos no governo do republicano George W. Bush, e o magnata conservador da mídia Rupert Murdoch, dono da Fox News.
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