A médica Alessandra Sanches, refém libertada na quarta-feira pelos presos rebelados de Bangu 3, pediu na manhã desta sexta-feira a intervenção do Ministério da Justiça e da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos nas negociações para a libertação dos reféns. Ela acusou o governo do Estado de estar protelando o fim das negociações.
Os presos pediram, segundo ela, apenas que um juiz da Vara de Execuções Penais, um representante da área de direitos humanos e um padre da pastoral penal assinassem uma carta dando garantia de vida para terminar a rebelião.
Ela afirmou que todos estão prontos para assinar o documento, mas os coordenadores da negociação não estariam dispostos a entregar o documento.
-Há um risco de vida concreto. É uma agressão aos direitos humanos dos reféns, eles não têm água e comida- disse a médica.
Revoltados, parentes de presos estão protestando neste momento na entrada do Complexo Penitenciário contra o governo estadual.