Uma enorme bandeira cubana amanheceu nesta sexta-feira, instalada na tribuna permanente situada em frente ao Escritório de Interesses dos EUA em Havana, em resposta às "provocações" pelas quais a ilha acusa essa sede diplomática.
A bandeira, de cinco metros de largura por dez de comprimento, ondeia na cúspide de um haste de 27 metros de altura situada na "Tribuna Antiimperialista José Martí", construída há cinco anos em uma esplanada divisória à representação americana.
- A partir deste dia, a insígnia que, junto ao Hino Nacional constitui um dos principais símbolos pátrios de Cuba, flamejará sempre nesse palco de históricas batalhas travadas pelo povo da ilha em defesa de sua Revolução - disse a Agência de Informação Nacional (AIN).
Segundo esse meio de comunicação oficial, nesta manhã foi celebrado um ato presidido por representantes de organizações juvenis, entre eles o segundo secretário do Comitê Nacional da União de Jovens Comunistas, Hassan Pérez; e o líder dessa organização em Havana, Joel Queipo Ruiz.
Em 17 de dezembro se desatou uma "guerra de cartazes" entre Cuba e EUA, em um novo episódio de uma série de desentendimentos, agora motivado por um cartaz luminoso com o número 75 colocado pelo Escritório americano em seus jardins entre seus adornos natalino tradicionais. A cifra alude aos opositores cubanos presos desde 2003.
Em resposta, uma avalanche de cartazes, murais e telas pintadas com caricaturas e imagens ampliadas de abusos por parte de soldados americanos a prisioneiros iraquianos em prisões como a de Abu Ghraib cercam o edifício diplomático.
Além disso, a tribuna foi sede de inúmeros atos, espetáculos e concertos de protesto auspiciados por organizações juvenis e estudantis. Seus participantes criticaram as "provocações inimigas" e desqualificaram os diplomatas dessa representação.