Franco Bernabè, presidente mundial da Telecom Itália – aquela que detém a TIM – trouxe na bagagem duas propostas ao governo federal. Segundo matéria da Folha São Paulo neste sábado, a primeira diz respeito à criação de uma parceria com a Telebrás, para atuar com a estatal no setor de banda larga.
A segunda é relativa aos Correios, com os quais quer participar de uma empresa de telefonia móvel, com a bandeira da estatal.
No caso da banda larga, Bernabè afirma conseguir entregar o serviço ao consumidor a um preço bem inferior aos R$ 35, estipulados como teto no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Caso a proposta vingue, a TIM espera largar na frente da concorrência.
Esforço conjunto
A notícia vem a calhar, pois a construção do PNBL depende do esforço de todas as operadoras, e não só das concessionárias Oi, Telefônica, CTBC Telecom e da pequena Sercomtel. É importante lembrar que a rede da Telebrás, que começa a ser ativada, é fundamental para empresas como a TIM, que não tem rede local e carece de backhaul, e para a GVT, presente apenas em poucas cidades do país. Mesmo para as operadoras, a parceria com a Telebrás será importante.
Quanto ao preço do serviço, é bom lembrar que, apesar da importância da banda larga móvel, as velocidades oferecidas ainda são baixas e não se pode comparar a navegação em um smartphone com navegação na tela de um computador, de qualquer formato (desktop, notebook, netbook ou mesmo tablet). A conexão fixa é de qualidade muito melhor.
No caso concreto, quanto mais concorrência, melhor. Quanto mais opções de fornecedores para o país, seu governo e seus cidadãos - ávidos de acesso a banda larga e informação - levamos mais vantagens. Vamos ver como reagirão os concorrentes da TIM.
Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026
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