Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Bancos também são culpados por colapso da Parmalat

Sexta, 20 de Fevereiro de 2004 às 10:06, por: CdB

Clientes de um dos maiores bancos da Itália acreditam que as instituições financeiras são tão culpadas pelo colapso da Parmalat quanto o fundador do grupo alimentício, disse o presidente-executivo do UniCredito em audiência parlamentar na sexta-feira.

``As pessoas consideram (o fundador Calisto Tanzi) o mais responsável pelo escândalo da Parmalat, mas os bancos vêm bem perto'', disse Alessandro Profumo na audiência, citando uma pesquisa feita junto a clientes dos bancos.

Um inquérito sobre o maior escândalo corporativo da Europa levantou questões sobre o papel dos bancos que emprestaram dinheiro à Parmalat e emitiram bônus da empresa.

Sete instituições financeiras da Itália e estrangeiras estão sendo investigadas por não terem percebido que a Parmalat estava com problemas antes de seu colapso em dezembro, quando foi revelado um buraco de bilhões de euros no balanço da companhia. As dívidas chegam aos 14,5 bilhões de euros (18 bilhões de dólares).

Um documento legal obtido pela Reuters na quinta-feira mostrou que a Parmalat encobriu o estado real de suas finanças por anos emitindo falsos relatórios.

Alguns bancos começaram a reembolsar os investidores que detinham títulos de dívida do grupo alimentício.

O presidente do UniCredito disse também que seu banco nunca teve problema em receber os pagamentos pela linha de crédito de 180 milhões de euros aberta para a Parmalat.

Também nesta sexta-feira, o Banca Intesa --um dos principais credores da Parmalat-- informou que vai registrar ''perdas significativas'' em 2003 decorrentes de sua exposição ao grupo alimentício.

Também presente na audiência parlamentar, o presidente do Intesa, Corrado Passera, disse que 14.000 clientes da instituição financeira, o equivalente a 0,2 por cento da base total, tinham bônus da Parmalat avaliados em 300 milhões de euros. O Intesa tem exposição de 360 milhões de euros à Parmalat.

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