Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Bancos recebem amanhã do BNDES regras do crédito de emergência para região serrana do Rio

Quarta, 26 de Janeiro de 2011 às 12:05, por: CdB

Rio de Janeiro - Até amanhã (27), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá encaminhar à rede bancária credenciada uma circular sobre as condições de acesso ao Programa BNDES Emergencial de Reconstrução Rio de Janeiro (BNDES Per RJ), que destinará R$ 400 milhões aos municípios fluminenses da região serrana atingidos pela catástrofe do último dia 12.

Mas os empresários afetados pela tragédia terão de esperar mais um pouco para acessar a linha de crédito disponibilizada pelo BNDES para a reconstrução da atividade econômica local. Como se trata de um programa que tem subvenção econômica, é preciso que o Ministério da Fazenda edite uma portaria de equalização que vai confirmar as condições de crédito. Diante, porém, da gravidade da situação dos municípios serranos, a expectativa é que a portaria seja publicada rapidamente.

De posse da circular e da portaria, os agentes financeiros do BNDES poderão começar a atender pedidos de financiamento, que terão de ser acompanhados de documentação. Para facilitar a vida dos empresários, o BNDES está liberando as empresas de fazer o registro do contrato de financiamento em cartório, o que representa uma despesa a menos.

As empresas terão, entretanto, que apresentar uma série de certidões, que constituem exigência legal. A determinação dada ontem (25) pelo governo fluminense para que a Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro isente as empresas da região serrana do pagamento de taxas por seis meses pode auxiliar nessa questão.

O BNDES informou, também, que até o momento, não vê possibilidade de atender ao pleito do governo estadual, que quer a revisão dos limites dos empréstimos para a região serrana nessa linha emergencial de reconstrução. O limite permanece em R$ 50 mil para capital de giro e em R$ 1 milhão para compra de máquinas e equipamentos. Os juros são fixos em 5,5% ao ano e o prazo de pagamento é de 120 meses, com 24 meses de carência.

Edição: Vinicius Doria

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