(1’49” / 426 Kb) - As instituições financeiras ainda não repassaram para os clientes a variação ocorrida na taxa de juros Selic, que caiu de 12,5% para 12% no final de agosto. Entre os sete maiores bancos que atuam no país, apenas um apresentou redução nas taxas cobradas. No entanto, a queda equivale a apenas 10% do índice indicado Banco Central.
A assistente técnica do Procon de São Paulo Cristina Rafael Martinuci avisa que os juros continuarão altos no próximo período.
“Quando há um recuo, o repasse não é automático. Os bancos acabam não alterando suas taxas, enquanto aguardam a próxima reunião [do Conselho de Política Monetária do Banco Central]. Já quando há uma elevação, é automático. Percebemos que eles elevam no mesmo instante.”
Segundo Cristina, o consumidor não tem meios para exigir tarifas menores, pois os bancos possuem autonomia para praticar os juros que melhor atendem a seus interesses.
“O mercado é livre. Claro que ele tem um parâmetro, não só a taxa Selic. Tem o nível de inadimplência – que está crescendo – e também a instabilidade na economia internacional, que acabam deixando os juros mais altos.”
Caso seja necessário recorrer a linhas de crédito, Cristina recomenda modalidades onde o risco de inadimplência é menor, como o desconto em folha de pagamento.
“Não tendo como deixar de contratar empréstimos, o consumidor deve optar pelo empréstimo consignado, se ele tiver acesso a esse tipo de modalidade porque ele vai estar vinculado ao salário ou aposentadoria. Praticamente, é certo que o banco vai receber. Então, a taxa de juros é menor.”
O Banco Central pretende perdoar uma dívida de R$ 18,6 bilhões para tentar salvar quatro bancos falidos (Mercantil de Pernambuco, Nacional, Banorte e Econômico). Porém, a oferta foi considerada pequena pelos banqueiros, que exigem perdão de R$ 25 bilhões.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.
15/09/11