Os bancos espanhóis estão sendo eliminados do mercado interbancário europeu, e apenas grandes entidades do país estão conseguindo se financiar, de acordo com o um jornal de Madri.
– Somente os maiores bancos espanhóis estão administrando a obtenção de financiamento, mas com suporte de bônus de outros países, como Alemanha. Com nossos bônus nacionais, eles não estão conseguindo nada – disse um executivo de um banco de poupanças.
A situação piorou desde o início da semana, acrescentou o jornal.
– Nenhum banco estrangeiro está nos financiando no mercado interbancário – disse um executivo de um dos bancos de médio porte da Espanha ao jornal Cinco Dias.
No fim de maio, a Fitch reduziu a classificação da Espanha de "AAA" para "AA+", por temores de que o país estaria caminhando para uma crise de dívida.
Risco europeu
A maior parte das bolsas de valores da Ásia caiu nesta quarta-feira, após a agência de classificação de risco Fitch dizer que a Grã-Bretanha enfrenta um desafio fiscal "formidável", alimentando as preocupações de que os problemas de dívida da Europa podem abalar a recuperação global. Outras praças foram animadas por fortes dados da China, que foram informados por fontes antes da divulgação oficial na quinta-feira.
O índice MSCI de ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão operava em alta de 0,19% às 7h18 (horário de Brasília). Somando-se às incertezas, autoridades do Federal Reserve mostraram sinais diferentes na terça-feira sobre a direção do juro norte-americano, enfatizando uma importante divisão dentro do banco central em um momento de desaceleração da economia do país.
Os investidores aguardam agora o discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, antes da reunião de política monetária na quinta-feira, em busca de sinais sobre novas medidas para conter a crise europeia.
– Os mercados odeiam incertezas e no momento, você tem muitas delas – disse Peter Wright, dealer do Burrell & Co na Austrália.
A bolsa de Tóquio caiu 1,04%, para 9.439 pontos, mínima em seis meses.
– As preocupações sobre os problemas financeiros da Europa continuam fortes e essas questões são tidas como um fator de risco que pode levar a um iene mais forte – afirmou Hiroaki Kuramochi, chefe de ações do Tokai Tokyo Securities.
Já em Hong Kong houve alta de 0,69%, para 19.621 pontos, e o índice de Xangai avançou 2,78%, para 2.583 pontos. Na Coreia do Sul, a variação positiva foi negativa em 0,26%, para 1.647 pontos. Cingapura registrou queda de 0,03%, para 2.745 pontos. Taiwan perdeu 1,12%, para 7.071 pontos. Em Sydney, houve ganho de 0,09%, para 4.385 pontos.