Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Bancos de investimento apostam em empresas brasileiras 'com boa gestão'

Apostas selecionadas em dívida corporativa e em ações de empresas com boa gestão no Brasil devem seguir proporcionando oportunidades de rentabilidade superior, mesmo com a Selic mais alta, disseram executivos de gestão de recursos do BTG Pactual.

Quarta, 14 de Maio de 2014 às 12:19, por: CdB
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A estratégia ajudou o BTG Asset superar parâmetros de desempenho do mercado nos fundos BTG Pactual Global
Apostas selecionadas em dívida corporativa e em ações de empresas com boa gestão no Brasil devem seguir proporcionando oportunidades de rentabilidade superior, mesmo com a Selic mais alta, disseram executivos de gestão de recursos do BTG Pactual. – Há interesse de investidores institucionais por risco de crédito corporativo e por ações brasileiras, apostando na habilidade de seleção dos gestores – disse à agência inglesa de notícias Reuters João Scandiuzzi, estrategista-chefe de Asset Management do BTG Pactual, quinta maior gestora do país, com R$ 189 bilhões. A abordagem ativa, que inclui acompanhar de perto a administração de empresas na carteira, está ajudando a garantir retornos robustos em cenários superiores a dois anos, disse ele. A exposição a dívida das empresas de primeira linha, juntamente com o conhecimento do BTG em diversos setores, também estão impulsionando os retornos de alguns fundos, afirmou. – Além disso, a aplicação em fundos com ativos no exterior tem ajudado investidores a diversificar o portfólio e alcançar retornos superiores consistentemente – disse a jornalistas. A estratégia ajudou o BTG Asset superar parâmetros de desempenho do mercado nos fundos BTG Pactual Global, BTG Pactual Absoluto e BTG Pactual Crédito Corporativo. Segundo a consultoria Morningstar, a rentabilidade desses fundos em 2014 até abril, após taxas de administração, foi de 7,77%, 3,15% e 3,52%, respectivamente - acima do CDI e do Ibovespa. Scandiuzzi evitou mencionar setores ou empresas em que o BTG tem preferido apostar. Nos últimos meses, o fluxo de recursos externos para títulos domésticos deu um salto após um período de fraco desempenho. Segundo o Banco Central, investidores de fora aplicaram US$ 12,2 bilhões no mercados local de dívida no primeiro trimestre, o maior fluxo para o período na série histórica. Isso mesmo com rendimentos maiores dos títulos indexados à inflação, que agora estão pagando mais de 6,3 pontos percentuais acima da taxa de inflação para notas com vencimento em 2019. Segundo Isabella Rebello, business manager da BTG Pactual Asset Management, o esforço dos órgãos reguladores para deixar as categorias de fundos mais amigáveis para investidores será bom para gestores e pode ajudar a criar novos produtos. No fim de abril, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pôs em audiência pública propostas para mudar a regulação de fundos, incluindo a simplificação das categorias de fundos e extensão dos limites para investimento no exterior.
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