Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Bancos corrigem projeções na BM&F e elevam os juros de curto prazo

Sexta, 25 de Fevereiro de 2005 às 14:28, por: CdB

Apesar do volume mais modesto que o giro de 786,8 mil contratos ou 70,35 bilhões de reais da véspera, o mercado futuro de juros teve fôlego para inverter, nesta sexta-feira, os prazos mais curtos da curva de juros.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os juros chegaram a ensaiar queda coletiva no início do dia, mas o movimento foi interrompido com a divulgação do IPCA-15 de fevereiro.

O índice subiu mais do que o esperado e justificou correção dos juros mais curtos.

O DI abril de 2005 subiu de 18,84 para 18,85 % ao ano, embutindo projeção de aumento da 0,45 ponto percentual da próxima Selic.

O DI julho de 2005 - segundo contrato mais procurado - passou de 19,09 para 19,12 % ao ano.

O DI janeiro de 2006 --posição de maior liquidez no pregão-- avançou de 18,72 para 18,73 % ao ano. A leve alta foi insuficiente, portanto, para tirar o juro de um ano de terreno negativo frente à Selic de 18,75 por cento.

O Banco Central (BC) enxugou 4,455 bilhões de reais excedentes nas reservas bancárias.

Os recursos serão devolvidos pelo BC aos bancos na segunda-feira e remunerados à taxa equivalente a 18,75 % ao ano.

O BC vendeu 2 milhões da prefixada LTN com vencimento em 1o de julho de 2005 (cerca de 1,87 bilhão de reais) e garantiu retorno de 19,39 % ao ano.

O Tesouro vendeu 55,8 mil unidades de NTN-C (título remunerado pelo IGP-M) de oferta total de 300 mil papéis.

As NTN-C foram vendidas com as seguintes taxas de juro: 8,34 por cento ao ano para o vencimento de julho de 2017, 8,35 % para abril de 2021 e 8,34 % ao ano para o vencimento de janeiro de 2031.

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