Segundo um balanço que está sendo publicado nesta terça-feira, Banco Popular do Brasil (BPB), subsidiária do Banco do Brasil para a área de microfinanças, registrou prejuízo de R$ 21,977 milhões no primeiro semestre de 2005.
A instituição está refazendo seu plano de negócios e projeta que seus balanços - que estão no vermelho desde a fundação, em 2003 - deverão registrar lucros só em 2008, e não mais em 2006, como antes previsto.
O presidente do BPB, Geraldo Magela, explica que, na fase de consolidação, o plano de negócios do banco já previa prejuízos. Ele diz que no primeiro semestre de 2005, em particular, o resultado foi menos negativo do que o orçado - o plano inicial de negócios contemplava uma perda de R$ 61,4 milhões, que foi reduzida a cerca de um terço.
- Cortamos custos e reorientamos a atuação do banco, para reduzir os prejuízos - disse Magela.
Segundo ele, o novo plano de negócios está sendo traçado de forma que os balanços entrem no azul um pouco mais tarde" mas, em contrapartida, como os prejuízos semestrais são menores, reduz-se a perda global.
Um dos principais cortes de gastos foi nas ações de publicidade e marketing, que, no início deste ano, foram duramente criticadas por parlamentares de oposição. Em vez dos R$ 16 milhões inicialmente orçados, o gasto ficou em R$ 3 milhões.
- Verificamos que pequenas ações de divulgação em volta dos nossos pontos de atendimento dão mais resultados do que campanhas nacionais de publicidade - disse Magela.