Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Banco Mundial quer combate à violência como parte de ajuda externa

Segunda, 11 de Abril de 2011 às 07:36, por: CdB

Relatório do órgão sugere mudanças sobre concessão de auxílio; níveis de pobreza são 20% mais altos em países atingidos por conflitos, onde vivem 1,5 bilhão de pessoas.

Campo de deslocados na Líbia

Um relatório do Banco Mundial sugere uma mudança radical na concessão de ajuda a países em conflito.

Segundo o estudo "Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2011", divulgado nesta segunda-feira, em Washington, cerca de 1,5 bilhão de pessoas vivem em constante violência política e criminosa.

Criação de Empregos

Para o órgão, a ajuda externa deve focar no fortalecimento de políticas públicas e da justiça, no combate à violência e criação de empregos, mais ainda que em educação e saúde.

O relatório cita o papel da comunidade internacional na resolução de conflitos passados como o de Moçambique, do Timor-Leste e da Irlanda do Norte.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que para "quebrar o ciclo de violência e suas consequências, os países precisam criar instituições mais legítimas para gerar segurança aos cidadãos, justiça e empregos."

Fora da Escola

Zoellick lembrou ainda que crianças que vivem em países frágeis têm o dobro de chance de serem subnutridas e o triplo de propensão a estarem fora da escola.

De acordo com os autores do estudo, um dos maiores problemas vistos em várias partes do mundo é o retorno aos conflitos. Cerca de 90% das guerras civis recentes ocorrem em países que passaram por uma guerra civil há 30 anos.

Os índices de pobreza são cerca de 20% mais altos em países atingidos por conflitos.

Desemprego

As consequências para gerações inteiras que crescem em meio à violência são citadas na pesquisa, que aborda também a violência urbana e de gangues. Como exemplo, o Banco Mundial menciona o caso da Guatemala, na América Central, onde o crime organizado está matando em média mais pessoas que a guerra civil da década de 80.

O relatório do Banco Mundial afirma que numa pesquisa com cidadãos dos países em conflito, o desemprego era o fator mais importante para que os jovens fossem recrutados por movimento rebeldes e por gangues criminosas.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

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