Em comunicado distribuído nesta quinta-feira, o Banco Mundial divulgou a aprovação de uma ajuda no valor de US$ 42 milhões (o equivalente a cerca de R$ 90 milhões) para os palestinos, num esforço de salvá-los do colapso econômico imediato. O dinheiro vai ajudar a Autoridade Palestina a evitar a suspensão de serviços básicos vitais, de acordo com um comunicado do banco.
O pacote foi liberado no momento em que a comunidade internacional de doadores discute a possibilidade de parar de dar dinheiro para a Autoridade Palestina por causa da chegada ao poder do grupo militante palestino Hamas. O Hamas venceu as eleições de janeiro, mas países europeus e os Estados Unidos consideram o grupo como uma organização terrorista.
Estabilidade
Na semana passada, a União Européia aprovou um pacote de ajuda de US$ 140 milhões para os palestinos. Um em cada quatro palestinos depende de ajuda que recebe da Autoridade Palestina. David Craig, diretor do Banco Mundial para a Cisjordânia e Gaza, disse que o dinheiro permitiria que a Autoridade Palestina "mantenha estabilidade econômica e social a curto prazo, cobrindo gastos urgentes, como o pagamento de salários a servidores públicos".
- A adoção de reformas abrangentes pela Autoridade Palestina continua a ser uma prioridade para que o déficit seja reduzido a níveis sustentáveis - afirmou.
Os palestinos dependem de mais de US$1 bilhão em ajuda do exterior por ano. Não se sabe quanto deste total será congelado pelos doadores internacionais no momento em que o Hamas formar o governo - o que deve acontecer até o fim deste mês, de acordo com a lei palestina. Os doadores querem que o Hamas mude sua política em relação a Israel, incluindo o reconhecimento do seu direito de existir e a renúncia à violência.