Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Banco Mundial elogia instituições palestinas

Quinta, 07 de Abril de 2011 às 04:35, por: CdB

Economista responsável por Cisjordânia e Faixa de Gaza diz que falta, no entanto, um crescimento sustentável.

Mariam Sherman

Daniela Kresch, da Rádio ONU em Tel Aviv.

Os palestinos conseguiram construir as instituições necessárias para a criação de um Estado nacional, mas ainda não garantiram o crescimento sustentável da economia.

Essa é a opinião da economista Mariam Sherman, diretora regional para a Cisjordânia e a Faixa de Gaza do Banco Mundial, em Washington.

Condições Extremas

Em relatório divulgado nesta terça-feira, a diretora afirmou que "a sociedade palestina tem sido testada sob condições extremas na última década, alcançando performance além das expectativas".

Sherman expressou, no entanto, algumas dúvidas quanto ao crescimento da economia local, impulsionado principalmente por doações internacionais nos últimos anos, com o setor privado se mantendo estagnado.

Economia Vibrante

A diretora culpa a ocupação israelense, afirmando que "a produção e o comércio palestinos, o que ela chamou de "pão e a manteiga" de uma economia vibrante, "continuam sendo atrapalhados pelas restrições no acesso a fontes naturais e a mercados".

Fora isso, a Faixa de Gaza segue tendo uma forte economia informal, já que a formal está agonizando diante das dificuldades enfrentadas pelo território.

Um terceiro fator, segundo ela, é a instabilidade do Oriente Médio, que afugenta investidores.

Infraestrutura

Uma nova instituição financeira pode ajudar a melhorar a situação, e não só entre os palestinos.

Bancos e governos árabes concordaram em investir no crescimento da economia de países do Oriente Médio e do Norte da África através da nova Instituição de Financiamento Árabe para Infraestrutura.

O Ifai terá como pilares o Banco Mundial, a Corporação Financeira Internacional e o Banco de Desenvolvimento Islâmico.

O objetivo é conseguir US$ 1 bilhão, equivalente a R$ 1,6 bilhão, em novos financiamentos para ajudar os jovens do mundo árabe e muçulmano a construirem um futuro digno.

Segundo Shamshad Akhtar, vice-presidente para Oriente Médio e Norte da África do Banco Mundial, "a primavera árabe tem demonstrado que as pessoas querem serviços públicos melhores e um meio-ambiente urbano mais limpo".

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