O Banco do Brasil (BB) lucrou R$ 11,7 bilhões em 2010. O valor é 15,3% maior do que o valor obtido pela instituição em 2009, R$ 10,1 bilhões. O resultado foi divulgado pelo banco nesta quinta-feira.
No último trimestre de 2010, porém, o lucro do banco caiu 3,69% na comparação com o do mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o lucro líquido ainda é o maior da história do BB. De outubro a dezembro do ano passado, o lucro líquido do banco foi de R$ 4,002 bilhões, contra os R$ 4,155 bilhões obtidos em igual período de 2009.
Para 2011, a instituição estima um crescimento mais lento na carteira, entre 17% e 20%. "O ritmo de crescimento (da atividade econômica do país) observado até o terceiro trimestre não deu sinais de arrefecimento nos últimos meses do ano (...) os indicadores da demanda doméstica, já conhecidos, não revelaram acomodação", afirma o banco no balanço.
Desconsiderando efeitos extraordinários, o banco teve ganho de R$ 3,7 bilhões, mais do que o dobro do R$ 1,819 bilhão obtido um ano antes. Uma média de previsões de oito analistas realizada pela agência inglesa de notícias Reuters estimava resultado positivo de R$ 2,85 bilhões para o quarto trimestre de 2010. Em todo o ano passado, a instituição teve lucro líquido de R$ 11,7 bilhões, após R$ 10,15 bilhões em 2009. Segundo o banco, o resultado recorrente foi apoiado em crescimento de receitas com tarifas, queda nas despesas com provisões para risco de crédito e "reavaliação atuarial de ativos e passivos da Previ-Plano I".
As despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa somaram R$ 2,14 bilhões, uma queda de 27,5% sobre o quarto trimestre de 2009 e recuo de 19% ante o terceiro trimestre de 2010. No ano, essa linha de despesa caiu 8,2%. Enquanto isso, o índice de inadimplência medido por operações de financiamento vencidas há mais de 90 dias foi de 2,3% no trimestre encerrado em dezembro, comparado a 3,3% no mesmo período de 2009 e 2,7% entre julho e setembro do ano passado.
Crédito
A queda na inadimplência ocorreu junto com uma alta no nível de empréstimos do Banco do Brasil, cuja carteira de crédito cresceu 19% entre o final de 2009 e 2010, para R$ 358,4 bilhões. O desempenho ficou dentro da projeção estimada pelo banco, de expansão entre 18% e 23%. Nos empréstimos concedidos pelo banco, destaca-se a alta de 32% no financiamento de veículos, para R$ 27,395 bilhões. No geral, o crédito à pessoa física avançou 23,2% sobre o final de 2009, enquanto à pessoa jurídica cresceu 19,5%. Em agronegócios, a carteira cresceu 12,9%, a R$ 75 bilhões.
O Banco do Brasil encerrou 2010 com ativos totais de R$ 811,2 bilhões, 14,5% acima do apurado no ano anterior. A rentabilidade recorrente sobre patrimônio líquido médio foi de 33,6% no trimestre passado, avançando sobre os 22,5% registrados um ano antes. No ano, o indicador foi de 24,6%, ligeiramente acima da faixa prevista, de 21% a 24%. Para 2011, o banco espera uma rentabilidade sobre o patrimônio também entre 21% e 24%.
As receitas com prestação de serviço somaram R$ 4,227 bilhões nos três meses até dezembro, após R$ 3,606 bilhões no mesmo período de 2009.
Banco do Brasil tem maior lucro da história em 2010
O Banco do Brasil (BB) lucrou R$ 11,7 bilhões em 2010. O valor é 15,3% maior do que o valor obtido pela instituição em 2009, R$ 10,1 bilhões. O resultado foi divulgado pelo banco nesta quinta-feira.
Quinta, 17 de Fevereiro de 2011 às 05:10, por: CdB
O Banco do Brasil (BB) lucrou R$ 11,7 bilhões em 2010. O valor é 15,3% maior do que o valor obtido pela instituição em 2009, R$ 10,1 bilhões. O resultado foi divulgado pelo banco nesta quinta-feira.
No último trimestre de 2010, porém, o lucro do banco caiu 3,69% na comparação com o do mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o lucro líquido ainda é o maior da história do BB. De outubro a dezembro do ano passado, o lucro líquido do banco foi de R$ 4,002 bilhões, contra os R$ 4,155 bilhões obtidos em igual período de 2009.
Para 2011, a instituição estima um crescimento mais lento na carteira, entre 17% e 20%. "O ritmo de crescimento (da atividade econômica do país) observado até o terceiro trimestre não deu sinais de arrefecimento nos últimos meses do ano (...) os indicadores da demanda doméstica, já conhecidos, não revelaram acomodação", afirma o banco no balanço.
Desconsiderando efeitos extraordinários, o banco teve ganho de R$ 3,7 bilhões, mais do que o dobro do R$ 1,819 bilhão obtido um ano antes. Uma média de previsões de oito analistas realizada pela agência inglesa de notícias Reuters estimava resultado positivo de R$ 2,85 bilhões para o quarto trimestre de 2010. Em todo o ano passado, a instituição teve lucro líquido de R$ 11,7 bilhões, após R$ 10,15 bilhões em 2009. Segundo o banco, o resultado recorrente foi apoiado em crescimento de receitas com tarifas, queda nas despesas com provisões para risco de crédito e "reavaliação atuarial de ativos e passivos da Previ-Plano I".
As despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa somaram R$ 2,14 bilhões, uma queda de 27,5% sobre o quarto trimestre de 2009 e recuo de 19% ante o terceiro trimestre de 2010. No ano, essa linha de despesa caiu 8,2%. Enquanto isso, o índice de inadimplência medido por operações de financiamento vencidas há mais de 90 dias foi de 2,3% no trimestre encerrado em dezembro, comparado a 3,3% no mesmo período de 2009 e 2,7% entre julho e setembro do ano passado.
Crédito
A queda na inadimplência ocorreu junto com uma alta no nível de empréstimos do Banco do Brasil, cuja carteira de crédito cresceu 19% entre o final de 2009 e 2010, para R$ 358,4 bilhões. O desempenho ficou dentro da projeção estimada pelo banco, de expansão entre 18% e 23%. Nos empréstimos concedidos pelo banco, destaca-se a alta de 32% no financiamento de veículos, para R$ 27,395 bilhões. No geral, o crédito à pessoa física avançou 23,2% sobre o final de 2009, enquanto à pessoa jurídica cresceu 19,5%. Em agronegócios, a carteira cresceu 12,9%, a R$ 75 bilhões.
O Banco do Brasil encerrou 2010 com ativos totais de R$ 811,2 bilhões, 14,5% acima do apurado no ano anterior. A rentabilidade recorrente sobre patrimônio líquido médio foi de 33,6% no trimestre passado, avançando sobre os 22,5% registrados um ano antes. No ano, o indicador foi de 24,6%, ligeiramente acima da faixa prevista, de 21% a 24%. Para 2011, o banco espera uma rentabilidade sobre o patrimônio também entre 21% e 24%.
As receitas com prestação de serviço somaram R$ 4,227 bilhões nos três meses até dezembro, após R$ 3,606 bilhões no mesmo período de 2009.