Depois de auditoria interna que apontou irregularidades nos patrocínios no esporte, o Banco do Brasil cortou 20% de seu investimento na área para este ano e modificou seu controle dos contratos.
Mas parlamentares de oposição da CPI dos Correios dizem que as medidas são insuficientes e aprofundarão a investigação dos contratos do banco no setor.
Em 2004, o BB investiu um total de R$ 47 milhões em contratos de patrocínio no vôlei, iatismo e tênis.
A auditoria do banco mostrou falhas nas prestações de contas de pagamentos à Confederação Brasileira de Vôlei, em 2002 e 2003.
Além disso, eram questionados critérios para definir os contratos do vôlei, do tênis (Gustavo Kuerten) e do iatismo (Robert Scheidt).
Com isso, foi cortado um quinto dos gastos, o que causou a não renovação do contrato de jogadores de vôlei de praia e de tênis. No ano passado, ainda mudou o processo para a aprovação de contratos, que antes era feito só pelo departamento de marketing.
- Agora, os patrocínios passam por várias diretorias do banco - explicou o gerente-executivo de marketing, Carlos Neto, no setor desde o final do ano passado.
Até junho de 2005, o diretor de marketing do BB era Henrique Pizzolato, que se afastou por acusações de se envolvimento com Marcos Valério, pivô do escândalo do mensalão.
Após sua saída, foi intensificado o controle de gastos dos contratos. Também foi feito mapeamentos do retorno dos patrocínios.
- Sempre há critérios subjetivos nos contratos de esporte. Por isso que o Pizzolato fazia a festa. A CPI terá de fazer uma análise detalhada, e não dá para ficar só na auditoria - rebateu o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), da CPI dos Correios.
A comissão já requisitou os recibos de gastos com os patrocínios esportivos. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também quer intensificar a investigação na área.