Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2026

Banco da rainha da Inglaterra afunda na maior onda de prejuízos da história britânica

O Royal Bank of Scotland divulgou, nesta quinta-feira, o maior prejuízo da história corporativa britânica e informou que a participação do governo na instituição pode aumentar para até 95% depois do banco aderir a um programa estatal de seguro de ativos de risco. O RBS também divulgou planos de cortar 2,5 bilhões de libras (US$ 3,56 bilhões) em custos como parte de um programa de reestruturação que fará o banco sair ou reduzir sua presença em 36 dos 54 países em que opera, processo que pode gerar 20 mil demissões. (Leia Mais)

Quinta, 26 de Fevereiro de 2009 às 07:28, por: CdB

O Royal Bank of Scotland divulgou, nesta quinta-feira, o maior prejuízo da história corporativa britânica e informou que a participação do governo na instituição pode aumentar para até 95% depois do banco aderir a um programa estatal de seguro de ativos de risco. O RBS também divulgou planos de cortar 2,5 bilhões de libras (US$ 3,56 bilhões) em custos como parte de um programa de reestruturação que fará o banco sair ou reduzir sua presença em 36 dos 54 países em que opera, processo que pode gerar 20 mil demissões.

– Os blocos de construção essenciais para a recuperação do RBS estão colocados. Isso não significa que vamos recuperar com êxito; há uma quantia significativa de trabalho duro e obstáculos a vencer, mas temos agora o trabalho de executar isso – disse o presidente-executivo do banco, Stephen Hester, em entrevista coletiva.

Hester acrescentou que o programa lançado pelo governo nesta quinta-feira de seguro dos ativos podres dará ao banco a estabilidade que ele precisa para caminhar com o plano de reestruturação. A Grã-Bretanha lançou um esquema que pode assegurar mais de 500 bilhões de libras em ativos podres, em uma tentativa de garantir a concessão de empréstimos em meio à recessão

O RBS, já estatizado em nome de Sua Majestade, colocará 325 bilhões de libras em ativos no programa, ganhando proteção parcial sobre futuras eventuais perdas. Sob o programa, o RBS será responsável pelos primeiros 19,5 bilhões de libras de perdas. O banco informou que levantará outros 13 bilhões de libras do governo, pagando com ações classe B sem poder de voto, para cobrir suas obrigações.

O RBS pagará uma tarifa de 6,5 bilhões de libras pelo seguro dos ativos, o equivalente a 2% das perdas.

Baixas contábeis

O banco informou um prejuízo de 24,1 bilhões de libras (US$ 34,3 bilhões) em 2008 e informou que a perda recorde reflete baixas contábeis de 16,2 bilhões de libras relacionadas a aquisições. Entre as compras está a aquisição de partes do holandês ABN Amro em 2007, além de 7,9 bilhões de libras em perdas operacionais. O RBS também anunciou planos de colocar os ativos não essenciais em uma unidade separada para venda ou encerramento nos próximos três a cinco anos.

A unidade incluiria cerca de 20% dos ativos, ou 240 bilhões de libras. Hester disse que o banco ainda não sabe quantas demissões serão necessárias, mas afirmou não discordar dos rumores que colocam esse número em até 20 mil.

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