Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Banco da Inglaterra atrela alta de juros a queda no desemprego

O Banco da Inglaterra, banco central britânico, planeja manter a taxa de juros na mínima recorde até que o desemprego caia a 7 % algo improvável por mais três anos, em uma nova e importante postura para a política monetária britânica.

Quarta, 07 de Agosto de 2013 às 07:24, por: CdB
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O Banco da Inglaterra, planeja manter a taxa de juros na mínima recorde até que o desemprego caia a 7 %
O Banco da Inglaterra, planeja manter a taxa de juros na mínima recorde até que o desemprego caia a 7 %  algo improvável por mais três anos, em uma nova e importante postura para a política monetária britânica. Cerca de um mês depois de o canadense Mark Carney assumir o cargo de presidente do BC no lugar de Mervyn King, o banco central informou nesta quarta-feira que vai manter a taxa de juros em 0,5%  a menos que a inflação ameace sair de controle ou houver perigo à estabilidade financeira. - Até que a margem de ociosidade da economia tenha diminuído significativamente, será apropriado manter a postura atual excepcionalmente de estímulo da política monetária - disse o BC. Autoridades do BC disseram que estão prontas para comprar mais títulos do governo se estímulo adicional for necessário e que não vão reverter as compras atuais enquanto o desemprego estiver muito alto. O BC disse ainda que o crescimento deve ser "fraco ante os padrões históricos", mesmo que a recuperação econômica esteja "se consolidando" e a expectativa seja de que a inflação permaneça acima da meta de 2%  até a segunda metade de 2015 com base nas expectativas do mercado. - Tentar fazer a inflação retornar à meta rapidamente demais arrisca prolongar o período em que os recursos da nação são subutilizados - disse o banco central. Um crescente número de importantes bancos centrais está fornecendo a chamada orientação futura para ajudar suas economias após o dano provocado pela crise financeira. Para o BC britânico, o desafio é evitar uma alta prematura dos custos de empréstimos em um momento em que sinais de recuperação econômica doméstica e a decisão do Federal Reserve de reduzir o estímulo já começam a elevar as taxas de juros do mercado. O BC agora estima que a economia vai crescer 0,6%  neste trimestre e que o crescimento atingirá uma taxa anual de 2,6 %  em dois anos, comparado com estimativa de 2,2%  há três meses, desde que a atual taxa de juros seja mantida. A expectativa é que o desemprego caia apenas ligeiramente ante o nível atual de 7,8%, com o banco central esperando que chegue a 7,1%  no terceiro trimestre de 2016. Isso significa que o BC espera deixar a taxa de juros inalterada pelo menos por esse período de tempo, a menos que uma das três condições mude antes. O BC vai avaliar elevar os juros se seu baixo nível representar uma ameaça à estabilidade financeira, se as expectativas de inflação de médio prazo subirem perigosamente ou se estimar que a inflação em 18 a 24 meses será de 2,5%  ou mais.
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