Rio de Janeiro, 26 de Maio de 2026

Banco Central tem autonomia para executar política monetária do governo, diz Dirceu

Terça, 17 de Maio de 2005 às 07:44, por: CdB

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, defendeu a política monetária do governo, no programa Roda Viva, da TV Cultura. Para ele, o país não viverá uma crise cambial, como já ocorreu em épocas passadas, apesar da desvalorização recente da moeda americana frente ao real. "Não acho que o Brasil vá viver uma política monetária que leve o país à recessão. Isso seria insustentável do ponto de vista político", afirmou.

Dirceu disse que o Banco Central tem autonomia para fixar as metas de inflação e a política de câmbio flutuante. "O governo tem uma política de desenvolvimento, uma política industrial de inovação, e está reduzindo o custo da infra-estrutura", ressaltou. Para o ministro, os juros em 19,5%, a meta do superávit em 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) e o câmbio em R$ 2,45 são problemas a serem enfrentados pelo país, e a mudança nos rumos diz respeito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou à equipe econômica. "O Banco Central tem autonomia e existe a equipe econômica, que o presidente autoriza ou não a adotar determinadas políticas. Como membro do governo, tenho que defender essa política", observou.

O ministro destacou que as alianças partidárias não têm impedido o governo de realizar os programas sociais e as metas econômicas, em paralelo. Dirceu lembrou que o governo arrecada R$ 459 bilhões, dos quais destina 80% ao pagamento dos benefícios da Previdência, de pessoal, de juros e vinculações constitucionais. Os R$ 72 bilhões que restam são divididos em R$ 50 bilhões para as áreas de saúde, ciência e tecnologia e educação e R$ 22 milhões para as despesas discricionárias. "Tivemos que fazer ajuste fiscal, meta de superávit e o país cresceu assim mesmo", lembrou.

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