Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Banco Central Europeu reduz a previsão de crescimento dos países na zona do euro

O Banco Central Europeu (BCE) revisou, para baixo, as suas previsões de crescimento para 2009 e 2010 na zona do euro, em informe divulgado nesta quinta-feira. Presidente do banco, Jean-Claude Trichet disse que a instituição prevê agora uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 de entre 5,1% e 4,1%, após a média de 2,7% prevista em março. O banco havia previsto em março uma estagnação da atividade econômica do zona do euro em 2010, e agora considera que o desempenho ficará entre uma queda de 1% e um ligeiro crescimento de 0,4%.(Leia Mais)

Quinta, 04 de Junho de 2009 às 08:04, por: CdB

O Banco Central Europeu (BCE) revisou, para baixo, as suas previsões de crescimento para 2009 e 2010 na zona do euro, em informe divulgado nesta quinta-feira. Presidente do banco, Jean-Claude Trichet disse que a instituição prevê agora uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 de entre 5,1% e 4,1%, após a média de 2,7% prevista em março. O banco havia previsto em março uma estagnação da atividade econômica do zona do euro em 2010, e agora considera que o desempenho ficará entre uma queda de 1% e um ligeiro crescimento de 0,4%.

Jean-Claude Trichet se disse confiante quanto à economia da zona do euro apresentar taxas de crescimento positivas a partir de meados de 2010. Ele prevê, ainda, a possibilidade de baixar mais as taxas se for necessário, mas considerou que o nível é adequado, por enquanto. As taxas de juros nos países europeus foi mantid em 1% ao ano, a mais baixa na breve história do euro.

Como lembrou o presidente do BCE, a atividade econômica dos países que compartilham o euro contraiu 2,5% anualizado no primeiro trimestre do ano. O banco também revisou, para baixo, as previsões de inflação, devido à fragilidade da atividade econômica e à queda dos preços das matérias-primas. O BCE agora prevê uma taxa de inflação para 2009 de entre 0,1% e 0,5% em 2009 e de entre 0,6% e 1,4% em 2010. Segundo o BCE, existe atualmente a estabilidade de preços a médio prazo, algo que define como uma taxa de inflação próxima, mas sempre abaixo, de 2%.

Trichet também adiantou que a instituição pretende comprar títulos garantidos por um volume de 60 bilhões de euros (US$ 84,8 bilhões) diretamente no mercado primário, ou seja, novas emissões, e no secundário, com a aquisição de cédulas hipotecárias já existentes. Trichet afirmou, por fim que a decisão sobre os juros foi unânime e que a compra pode se concentrar em títulos garantidos com vencimento entre três e dez anos.

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