Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Banco central chinês prevê fortalecimento do dólar e inflação

O banco central da China disse na sexta-feira que prevê o fortalecimento do dólar este ano, mas levantou a possibilidade de bolhas de ativos e inflação mundiais. Em um relatório extenso sobre os mercados financeiros globais, o Banco Popular da China também avisou que enormes empréstimos bancários podres ocultos no Ocidente podem representar uma ameaça à economia global.(Leia Mais)

Sexta, 02 de Abril de 2010 às 10:47, por: CdB

O banco central da China disse na sexta-feira que prevê o fortalecimento do dólar este ano, mas levantou a possibilidade de bolhas de ativos e inflação mundiais. Em um relatório extenso sobre os mercados financeiros globais, o Banco Popular da China também avisou que enormes empréstimos bancários podres ocultos no Ocidente podem representar uma ameaça à economia global.

Embora seja provável que o dólar volte a subir este ano se o Federal Reserve elevar seus juros antes que as outras grandes economias--e se os problemas de dívida soberana na zona do euro persistirem--, os enormes déficits fiscais e comerciais dos EUA podem limitar seus ganhos.

– Portanto, mesmo que o dólar se recupere, a recuperação não será muito forte – disse.

O banco central chinês disse que as políticas monetárias ultra frouxas, que incluem a flexibilização quantitativa adotada por grandes bancos centrais, injetaram enorme liquidez nos mercados financeiros globais.

– A partir do momento em que a economia real melhorar, a liquidez maciça que está sendo liberada vai sem dúvida intensificar a pressão inflacionária – disse o banco.

– Os bancos centrais do mundo enfrentam a tarefa urgente de evitar a formação de bolhas de ativos e inflação – completou.

O banco central chinês também destacou o risco de rebaixamento das classificações de crédito soberano de algumas grandes economias, incluindo os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.

Com relação à energia e às commodities, o banco central prevê aumentos modestos nos preços do petróleo cru, já que a recuperação econômica mundial é frágil, enquanto a margem de elevação dos preços do ouro é modesta.

"Ainda existem fatores que podem empurrar os preços do ouro para cima em 2010, mas os repetidos recordes altos dos preços do ouro vão reduzir a demanda", disse a instituição.

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