Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Bancários entram em greve nacional por tempo indeterminado

Bancários de todo o país ratificaram, em assembleia, decisão tomada no último dia 12 de setembro, de paralisação por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, informou o coordenador do Comando Nacional dos Bancários e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Carlos Cordeiro.

Quinta, 19 de Setembro de 2013 às 05:54, por: CdB
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Bancários de todo o país ratificaram, em assembleia, decisão tomada no último dia 12 de setembro
Bancários de todo o país ratificaram, em assembleia, decisão tomada no último dia 12 de setembro, de paralisação por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, informou o coordenador do Comando Nacional dos Bancários e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Carlos Cordeiro. Ele disse que a categoria pede reajuste salarial de 11,93%, que corresponde à inflação dos últimos 12 meses mais ganho real de 5%, além de melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e elevação do piso salarial - dos atuais R$ 1.519,00 para R$ 2.860,21. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu reajuste linear de 6,1%, que é a correção da inflação. Segundo Cordeiro, bancários de todos os estados decidiram, na semana passada, pela paralisação, caso os banqueiros não apresentassem até ontem contraproposta com melhores condições. Como a negociação não evoluiu, a categoria promoveu novas assembleias para decidir sobre a greve. - Tivemos quatro rodadas de negociação, mas a Fenaban nada ofereceu de aumento real, nem valorizou o piso salarial, o que causou indignação e levou à greve. O Brasil está crescendo, os bancos continuam batendo lucros recordes e, por isso, têm obrigação de apresentar uma proposta com conquistas econômicas e sociais como forma de respeito e valorização dos bancários - ressaltou o dirigente sindical. "Bancos são os responsáveis pela greve", afirmam bancários da BA Em nota publicada em sua página na internet, o Sindicato dos Bancários explica seu apoio à greve deflagrada, nesta quinta-feira, pela categoria em todo país, dando 'nome aos bois': "a responsabilidade é das empresas" e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que "não ouve" os trabalhadores. Além disso, denuncia o descaso sobre a atual situação de trabalho, saúde e segurança dos bancários. Segundo o sindicato, 21.144 trabalhadores foram afastados, em 2012, por adoecimento, 25,7% por transtornos mentais como "consequência direta da pressão e do assédio moral." Leia a nota na íntegra:
Bancos são os responsáveis pela greve A greve nacional dos bancários começa nesta quinta-feira com toda força e a responsabilidade é das empresas. Há mais de um mês a categoria tenta negociar as reivindicações, mas a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não ouve. Pior, mostra que não tem preocupação com a saúde, as condições de trabalho e a segurança. O fato mostra desrespeito não só com os trabalhadores, mas também com os clientes, afinal a pauta inclui questões de interesse da sociedade, como contratação para prestar atendimento humanizado e de qualidade e a redução das taxas de juros e tarifas, as mais altas do mundo. O comportamento em todas as mesas foi de intransigência do início ao fim. O Comando Nacional, que representa cerca de 500 mil trabalhadores, entregou a pauta desde 30 de julho. De lá para cá, foram quatro rodadas e em todas as principais reivindicações foram negadas. No final, os bancos ofereceram reajuste de 6,1%, o bastante para repor a inflação dos últimos 12 meses. A categoria quer 11,93%. Estudo do Dieese comprova que é possível pagar. Os seis maiores bancos tiveram lucro líquido de quase R$ 30 bilhões no primeiro semestre, média de R$ 62,5 mil por empregado. A alta é de 19,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No quesito emprego, as organizações financeiras terminaram o semestre com média de 22,95 funcionários por agência, queda de 5% sobre os 24,15 de 2012. A meta é outro problema grave que as empresas se recusam a discutir. A política perversa que transforma bancários em vendedores de produtos e serviços tem elevado o número de doenças ocupacionais, principalmente de cunho psicológico. No ano passado, 21.144 funcionários foram afastados por adoecimento, 25,7% por transtornos mentais, uma consequência direta da pressão e do assédio moral.
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