Bancários do Rio, entre outras capitais como Pernambuco, entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira. Eles farão assembléias diárias para avaliar o movimento. Ainda haverá uma nova reunião, às 18 horas, para definir os rumos da campanha salarial.
A decisão contraria a orientação dada aos sindicatos dos bancários nos estados pelo comando nacional de greve. A recomendação é de que sejam realizadas assembléias na próxima quarta-feira, dia 4, para votação da proposta de suspensão dos serviços bancários por tempo indeterminado, a partir da próxima quinta-feira, dia 5. O Comando Nacional enviou até uma carta para a Fenaban para que seja agendada nova negociação até a próxima terça-feira, dia 3.
- Com os lucros recordes que tiveram, este índice apresentado pelos bancos é, de fato, inaceitável e vamos para a greve exigir um reajuste salarial digno e uma PLR justa para todos os bancários - disse o secretário-geral do Sindicato, Carlos Alberto Oliveira, o Caco.
Fenaban fez nesta quarta-feira, dia 27, a primeira proposta para as cláusulas econômicas. Na sexta rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, os banqueiros colocaram na mesa um reajuste nos salários e demais verbas salariais de 2% e PLR rebaixada, que passaria a ser de 80% do salário, mais R$816 (e não R$800, como a atual). Índices inferiores aos reivindicados pela categoria. A PLR seria acrescida de R$500 apenas para os funcionários dos bancos que tiverem aumento de lucro de no mínimo 25%.
De acordo com o Sindicato, a primeira contraproposta apresentada pela Fenaban é rebaixada, não repõe as perdas salariais, significando, na prática, uma redução em relação aos salários do ano passado.
Os bancários reivindicam aumento real de 7,05% mais a reposição da inflação de um ano e PLR de um salário, mais R$1.500, acrescidos de 5% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os funcionários. A categoria defende ainda o fim do assédio moral e das demissões imotivadas.