Rio de Janeiro, 27 de Março de 2026

Bancários do Rio entram em greve por tempo indeterminado

Bancários do Rio, entre outras capitais como Pernambuco, entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira. Eles farão assembléias diárias para avaliar o movimento. Ainda haverá uma nova reunião, às 18 horas, para definir os rumos da campanha salarial. (Leia Mais)

Quinta, 28 de Setembro de 2006 às 09:16, por: CdB

Bancários do Rio, entre outras capitais como Pernambuco, entraram em  greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira. Eles farão assembléias diárias para avaliar o movimento. Ainda haverá uma nova reunião, às 18 horas, para definir os rumos da campanha salarial.

A decisão contraria a orientação dada aos sindicatos dos bancários nos estados pelo comando nacional de greve. A recomendação é de que sejam realizadas assembléias na próxima quarta-feira, dia 4, para votação da proposta de suspensão dos serviços bancários por tempo indeterminado, a partir da próxima quinta-feira, dia 5. O Comando Nacional enviou até uma carta para a Fenaban para que seja agendada nova negociação até a próxima terça-feira, dia 3. 

- Com os lucros recordes que tiveram, este índice apresentado pelos bancos é, de fato, inaceitável e vamos para a greve exigir um reajuste salarial digno e uma PLR justa para todos os bancários - disse o secretário-geral do Sindicato, Carlos Alberto Oliveira, o Caco.

Fenaban fez nesta quarta-feira, dia 27, a primeira proposta para as cláusulas econômicas. Na sexta rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, os banqueiros colocaram na mesa um reajuste nos salários e demais verbas salariais de 2% e PLR rebaixada, que passaria a ser de 80% do salário, mais R$816 (e não R$800, como a atual). Índices inferiores aos reivindicados pela categoria. A PLR seria acrescida de R$500 apenas para os funcionários dos bancos que tiverem aumento de lucro de no mínimo 25%.

De acordo com o Sindicato, a primeira contraproposta apresentada pela Fenaban é rebaixada, não repõe as perdas salariais, significando, na prática, uma redução em relação aos salários do ano passado.

Os bancários reivindicam aumento real de 7,05% mais a reposição da inflação de um ano e PLR de um salário, mais R$1.500, acrescidos de 5% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os funcionários. A categoria defende ainda o fim do assédio moral e das demissões imotivadas.

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