A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou hoje uma proposta de reajuste de 2% neste ano para os cerca de 400 mil bancários brasileiros. A proposta, a primeira que prevê reajuste após quase 50 dias de negociações, foi mal-recebida por sindicatos de bancários, que podem decidir, nesta quarta-feira, fazer uma nova greve nacional.
Os bancários afirmam que o aumento de 2% não repõe nem a inflação do período de 2,85% entre setembro do ano passado e agosto deste ano, segundo o INPC (índice de preços que serve de base para reajustes salariais).
Durante reunião realizada, nesta quarta-feira, a Fenaban também propôs o pagamento de PLR (participação nos lucros e resultados) de 80% do salário mais R$ 816 de parte fixa. Nos bancos em que o lucro cresceu ao menos 25% neste ano, a PLR seria acrescida ainda de R$ 500.
O comando nacional dos bancários, que reúne representantes da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), de federações estaduais de bancários e dos dez maiores sindicatos, reuniu-se nesta tarde para avaliar a realização de uma nova greve. Ontem 120 mil bancários fizeram paralisação em 23 Estados e no Distrito Federal. Hoje a greve continuou, mas em apenas seis Estados.
Os bancários reivindicam aumento real de 7,05%, além da reposição da inflação e participação maior nos lucros e resultados de 5% do lucro líquido linear, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500.
No ano passado, quando houve greve de seis dias, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento real), mais R$ 1.700 de abono e PLR (participação nos lucros e resultados) mínima de 80% do salário mais R$ 800.
-A proposta dos bancos é menor que a do ano passado, mesmo com aumentos recordes de lucratividade-, afirmou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.
Bancários decidem se continuam ou não a paralisação
Quarta, 27 de Setembro de 2006 às 16:36, por: CdB