Os bancários do estado de São Paulo farão uma nova assembléia nesta quarta-feira, no início da noite, para definir se vão aderir ao movimento de greve geral da categoria. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta ontem, na sétima rodada de negociações com os trabalhadores.
A entidade ofereceu reajuste de 2,85%, que repõe a inflação acumulada no período, mas não representa um aumento real, conforme pedido pelos bancários. A proposta também indica o pagamento de 80% do salário mais R$ 823 fixos, além do adicional de R$ 750 para os bancários de instituições que tiverem crescimento de 20% no lucro líquido.
Os sindicatos da categoria, que negociam com a Fenaban, rejeitaram a proposta apresentada pela entidade e promovem nesta quarta-feira novas assembléias para decidir sobre a greve. A Fenaban trouxe à negociação uma proposta que não representa aumento real e manteve um plano de distribuição dos lucros que não contempla todos os trabalhadores e nem representa uma distribuição mais justa do crescimento do lucro do setor, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.
Ou seja, as reivindicações não foram atendidas, e o sindicato irá sugerir a adesão a greve na assembléia de hoje.Por meio de nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) indicou que a proposta não foi bem recebida pelos bancários. Por isso, a categoria pode entrar em greve nacional por tempo indeterminado a partir de quinta-feira.
A categoria reivindica aumento real de 7,05%, participação nos lucros de um salário e mais R$ 1.500, acrescidos do lucro líquido distribuído de forma linear entre os funcionários das empresas.O estado de São Paulo concentra a maior parte dos trabalhadores no setor, com 106 mil dos 400 mil bancários do país.